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quarta-feira, outubro 13, 2010

Alguém vai ver Apocalyptica?


A vossa escriba está muito triste por não ter companhia para ir ver estes senhores hoje, na Aula Magna.
Alguém vai e quer fazer-lhe companhia?

quarta-feira, outubro 06, 2010

O Concerto de U2


Foi na bela cidade de Coimbra e a vossa escriba assistiu ao do segundo dia.
A banda foi tudo o que se esperava dela. Não existem fotos porque tive medo que me confiscassem a máquina. Medo que se revelou infundado.
A organização foi um caos. Os seguranças não sabiam onde ficavam as portas correspondentes a cada bilhete. Quem não entrou na primeira enchente, não foi revistado, nem as mochilas espreitadas. A cegada de fechar meia cidade para realizar um concerto. A inexistência de camas suficientes para a afluência do público (apesar de tentarmos marcar com meses de antecedência, tivemos de ir dormir à Figueira da Foz).
Sim, é importante descentralizar, mas também é importante ter condições. Aqui estiveram longe de ser as ideais.

segunda-feira, junho 28, 2010

O Freddie ainda vive



Este passado sábado, havia múltiplas ofertas culturais. E ainda estivemos indecisas entre a escolhida e um espectáculo no museu da Electricidade chamado Titanik.
Mas acabámos por optar pelo concerto de tributo aos Queen.
A abrir, Pearl Band, uma banda de homenagem Portuguesa aos Pearl Jam. Os moços tocaram uma hora e meia e foram muito competentes.






Não é a primeira vez que vejo uma banda de tributo aos Queen, mas estes moços impressionaram-me. Não só são parecidos fisicamente com os originais, como o cantor é multi instrumentista e trouxeram alguns truques, como as bolinhas que aqui vêem.
Não, ninguém substitui o Freddie, mas esta banda serve para enganar a saudade.


Passaram em revista todos os amados éxitos dos Queen, mas não a preferida da escriba "Slightly Mad", talvez por se basearem muito no alinhamento do Live at Wembley e essa canção ser posterior.
O Campo Pequeno estava à pinha, o público estava entusiasmadíssimo e foi um grande concerto.
Tendo em conta a quantidade de adolescentes e crianças, não me parece que o mito esteja a morrer. Pelo contrário, apesar de quase 19 anos decorridos da morte do Freddie, o mito continua bem vivo e é sempre uma emoção ouvir estas canções fantásticas.
Freddie morreu, viva o Freddie.

terça-feira, junho 01, 2010

Rock in Rio - os concertos de dia 30


Diz-se que estava pouca gente, mas para mim 36 mil é qualquer coisa e lá pareciam muitos.
Nunca este dia se poderia comparar com outros do mesmo certame, porque são públicos diferentes e era um domingo à noite, o que cortou as pernas a muito boa gente.


As fotos são todas do palco dos meus meninos, porque não tirei a Soulfly e aos outros dois, ficaram tremidas. Talvez ainda vejam aqui as de Ramp, que não ficaram mal.
Breve apontamento sobre as outras bandas, antes de passarmos ao que mais interessa à escriba.
Soulfly - sou a primeira a admitir que o Max Cavalera grita mais do que canta, porém, o seu gritar tem encanto. Conheci muito material, por isso, assumo que se tocou muito Sepultura.
Ramp - Os moços portugueses portaram-se bem. Só conheço uma, mas gostei do que vi. Excluindo o mosh.
Motörhead - não faz parte do top ten da escriba e só ouvi o fim. A voz do Lenny ouvia-se bem menos que a do Max.
Megadeth - não gostei, mas não sou fã da banda. O som estava mauzito.


E passando aos meus Rammstein. O meu sexto concerto após Coliseu, Restelo vezes dois e Pavilhão Atlântico vezes dois.
Foram tudo o que se esperava deles. Pirómanos...


Ainda mais pirómanos.
Foram uns gajos porreiros e tocaram a preferida da escriba "Du riechst so Gut", canção que ainda lhe provoca arrepios.
Uma nota para dizer que o Flake está a começar a reagir aos abusos do Till (acrescento eu, faz ele muito bem). Mas coitado, tem de comer uns bifes para ver se consegue ter hipóteses contra ele ;)


O alinhamento foi uma boa mistura do álbum novo e do material antigo. Teria gostado de ouvir também "Weisses Fleisch", mas tocou em Novembro, logo a decepção não foi grande.
Um concerto de hora e meia, que resultou muito bem em contexto festival.
Os moços despediram-se de joelho no chão, provando que gostam muito de nós. Wir lieben sie auch.

quinta-feira, março 11, 2010

Março Musical - The Cranberries



Apesar do som não ter estado tão bom como noutras ocasiões no Campo Pequeno, os moços não desiludiram e deixaram toda a gente cheia de saudades dos anos 90.
Só tenho pena de não ter estado no meu melhor ontem e não ter aproveitado o espectáculo tanto como poderia ter feito.
Fica o meu vídeo preferido e não andem a roubar troncos de árvore. Não é certo que se transformem mesmo em mocitos bem parecidos ;)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Concerto dos NIN - Parte 3497

Eu sei que já devem estar fartos do assunto, mas cá está mais um post sobre os NIN. Sosseguem que, em breve, eu mudo de assunto, até porque haverá coisas novas para contar. Tipo as vampiras e o ano do porco já este fim-de-semana.
Como disse que ia tentar arranjar os alinhamentos, cá está o de sábado. O de segunda não foi possível. Não tirei notas e, pelos vistos, não houve jornalistas nesse concerto. Se eu vier a arranjá-lo, logo o postarei.
Alinhamento de sábado:
Mr. Self Destruct
Last
Terrible Lie
March of Pigs
Something I Can Never Have
The Line Begins To Blur
Closer
Burn
Wish
Help Me I Am In Hell
Eraser
La Mer/Into the Void
No, You Don't
Only
You Know What You Are?
Hurt
The Hand That Feeds
Head Like A Hole

18 Inch Nails


Que é como quem diz, Nine Inch Nails vezes dois.
Pois é, apesar de não ter companhia, decidi que não ia perder a oportunidade de ver novamente o simpático Trent e seus rapazes. Não, não é uma obsessão particular, já vi Rammstein em dias seguidos em 2001. Quando gosto e é na cidade onde estou, é para ver o mais possível. Já deslocações, não faço. A loucura tem limites.
Acabou por ser um concerto diferente do de sábado, com direito a alinhamento alterado e tudo. O Trent estava muito mais falador e não houve problemas técnicos.
Mas começando pelos Popo. Por muito que tentasse evitar ferir novamente os meus tímpanos, ainda cheguei a tempo de ouvir uns dez minutos dos gajos. A minha opinião não melhorou com a segunda audição. Desta vez, trouxeram o clube de fãs. Havia aí 20 macacos a gritar por eles no fim. Há gente para tudo...
Desta vez, o concerto que interessa começou uns minutos atrasado e com a canção "Love is not enough" do último álbum. Tocou muito material que não conheço (só tenho três álbuns "The Downward Spiral", "The Fragile" e "With Teeth"). O remanescente do público também parecia estar um pouco às aranhas, mas não sei dizer se seria material mais antigo ou menos coisas do novo álbum. Logo veremos em Abril.
Tocou mais "The Fragile", "Fragile" substituiu "Hurt", aparentemente porque o rapaz só toca uma canção calma por concerto. Acabou como da primeira vez com "Head like a Hole". Repetiu-se "Closer" e "Hand that Feeds", entre outras. Vou ver se desencanto os dois alinhamentos para os comparar.
O Trent não só agradeceu no fim de cada canção, como apresentou a banda, falou do novo álbum e, já no finalzinho, elogiou o público, dizendo "I couldn't think of a better place to start the tour". Falou de uma dirgessão após a saída do novo álbum, mas considerando que sai já em Abril, acho que será mais uma continuação desta.
Ah, ia-me esquecendo, não me lembro de ver o cartaz de proibição do mosh e crowd surfing, pode ter sido retirado. Mas também não vi o pessoal a fazer nenhuma das duas coisas.
Em conclusão, parece-me que tivemos mais um concerto a três partes do que propriamente três concertos isolados, suponho que para benefício de quem terá assistido aos três. Certamente que haverá gente nessa situação. Muito bom e, sem dúvida, a repetir quando/se voltarem a Tugaland.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Concerto NIN Parte III - The man Himself


Tal como os popós (que começaram pontualmente às 21h), também os NIN começaram pontualmente às 22h. Isto para mim é um ponto positivo, porque as salas de espectáculo deste tipo de coisas não são famosas por terem cadeiras confortáveis. Se demoram, o pessoal começa a ficar saturado e tal.
Começaram por “Mr. Self Destruct” e acabaram por “Head like a Hole”.
O alinhamento teria sido contínuo, não fossem os problemas técnicos logo na terceira canção (March of the Pigs). Não é que as luzes Strobe/fumo deitaram abaixo o sistema? Não me parece bom para a reputação do Coliseu. Segundo a explicação do Trent, o quadro fez accionar o sistema de incêndio. Tivemos, por isso, o fim de uma canção às escuras e a seguinte a mesma coisa. No fim, as luzes acabaram por voltar. Menos mal.
É um espectáculo apenas com efeitos de luzes e fumo, nada de elaborado do género Rammstein, mas ainda assim agradável à vista (menos para os epilépticos, que esses não têm sorte nenhuma com este tipo de concertos).
Momentos calmos também houve, mas em poucos ocasiões. Uma dessas sendo “Hurt”. O Trent cantou-a sozinho, acompanhado apenas do teclado.
Cantaram-se as mais óbvias “Closer”, “Hand that Feeds”, etc. Mas faltaram algumas importantes. Como é possível não teres tocado “The Perfect Drug”, Trent? “Starfuckers” também não rodou, entre muitas outras. É o problema das carreiras longas, fica sempre algo de fora.
O rapaz não é muito comunicativo com o público, tenho ideia que só falou quando as luzes se apagaram e mais tarde para pedir para ligar as luzes da plateia. Corrijam-me se estiver errada.
Na última canção, destruíram-se uns instrumentos, por isso, não houve encore para ninguém. O público não achou piada nenhuma. Eu só lhe perdoo porque ele vai dar três concertos seguidos.
Ponto alto: a energia contínua e contagiante.
Ponto baixo: Mais uma vez, Trentinho, como pudeste não tocar “The Perfect Drug”?
Apesar de tudo, nota elevadíssima. Adorava ir, pelo menos, a mais um destes concertos.
Fico à espera do novo album e do regresso a Portugal. Não te esqueças, Trent, tens de voltar, ouviste?

Concerto NIN Parte II - A banda de abertura

Estou na dúvida como os gajos se chamam. É Popo? É The Popo? É Popo Music? Não importa.
Acho que me provocaram alguns danos nos tímpanos, é só o que sei. Pode ser preconceito contra a banda de abertura, porque tirando uma honrosa excepção (Oomph! a abrir para HIM no mesmíssimo Coliseu), geralmente a coisa deixa um bocado a desejar.
Ao que sei, estes rapazes não têm album editado. E digo eu maldosa, vai-se lá saber porquê.
O tipo de música é assim tipo ska, ligado à corrente, ou seja, com elementos electrónicos. Mal comparado, lembrou-me um pouco os Blasted Mechanism, mas sem os fatos de gafanhoto gigante.
Não achei piada, basicamente. Mas também só durou meia hora.
Se quiserem experimentar por vocês mesmos, eles têm um cantinho no Myspace, onde podem ouvir qualquer coisita: http://www.myspace.com/thepopomusic. Sim, não se fiem em mim, os meus gostos não são propriamente universais.
Seguem-se mais posts...

domingo, fevereiro 11, 2007

Concerto NIN Parte I - Impressões Gerais


Digamos que preencheu as expectativas, aliás, altíssimas que eu tinha para o evento.
A sala estava bem preenchida e pareceu-me esgotada.
Havia os “índios” habituais, o pessoal que não se dá ao trabalho de se mascarar para estes eventos e o grupo que vestiu de preto quando normalmente não o faz e que tirou o pó às biqueiras de aço para a ocasião. Eu incluo-me no terceiro grupo, mas acho que, para o próximo concerto pesado, vou de camisola cor-de-rosa, só pelo desafio.
À entrada, estava um cartaz estranho. Diz qualquer variação do seguinte “os artistas pedem encarecidamente que não se faça mosh ou crowd surfing”. Estranho, não é? Porque terá o Trent insistido nisto? Para mim, apenas se abrem estas opções:
a) o gajo quer que lhe prestem o máximo de atenção possível e não quer distracções;
b) o gajo não qer que o pessoal se magoe com brincadeiras deste género;
c) Puras mariquice, sem qualquer justificação plausível.
Escolham a opção da vossa preferência.
Confesso que tive medo que o gajo fizesse birra se o pessoal desobedecesse ao seu pedido. É que, como é normal em qualquer concerto em que a música é pesada e rápida, houve mosh e crowd surfing. O rapaz não pareceu importar-se. Ufa...
O som não me pareceu tão definido como habitual no Coliseu. Pode ter sido impressão minha, uma vez que os meus tímpanos são capazes de ter ficado danificados durante a actuação da banda de abertura. O que pode ter faltado nesses termos, foi mais do que compensado com a energia da banda.
No final, o pessoal apenas pareceu ficar insatisfeito por não ter havido encore. Nós bem chamámos pelos gajos, mas sem sucesso.
Mais pormenores nos posts seguintes.
PS: A foto é do Jornal de Notícias (crédito a quem é devido).

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Uma noite com os Klezmatics como sósia da Angelina Jolie

Na quarta-feira, tinha bilhete para ir com os amigos X e N ver os Klezmatics, banda que se dedica à música Klezmer (música judia azkhenazi, ou seja, Europa de Leste).
Quer, muitas vezes, o destino que o pessoal esteja doente quando menos jeito dá, o que é o caso. Na quarta, começaram os sintomas da gripe malvada que me assola e cheguei à casa dos amigos para lanche ajantarado com uma valente dor de cabeça.
Já quase à porta do Culturgest, começa-me a inchar o lábio. Pensei eu: "bonito serviço, como se já não bastasse esta maldita constipação, ainda tinha de vir um bicho estúpido morder-me precisamente o lábio".
Pois, não era um bicho. Soube no dia seguinte que era febre, prenúncio da **** da gripe. Por isso, este relato é de um concerto visionado por uma crítica com febre, logo, levem esse facto em consideração na leitura.
Passei a primeira meia hora do concerto a tentar perceber se a minha beiça "à la Angelina Jolie" ia crescer mais, nomeadamente se se alastraria a partes de não convêm, tipo traqueia (drama de todas as pessoas alérgicas). Não dei por isso grande conta do que se passou nessa altura, sorry.
Depois a música absorveu-me a atenção e deixei-me de mariquices. Voltei a elas já depois de me despedir dos meus amigos, mas isso agora não interessa nada.
A música Klezmer lembra muito a música ouvida nos filmes do Kusturica. Tem acordeão, violino, percussão e metais. Quando é triste, faz chorar as pedras da calçada, quando alegre, é excessiva, rápida e frenética. Em qualquer dos estados de alma, é uma música muito bonita.
É cantada em iídiche (é assim que se escreve em tuga, acreditem ou não), língua falada pelos judeus azkhenazi na Europa central e de leste e que tem enormes semelhanças com o alemão. Quem falar alemão, percebe frases inteiras das canções, o que é um bónus acrescido.
Com a sucessão de canções, começaram a proliferar as canções alegres. E estranhos fenómenos se produzem durante estas músicas. O esqueleto começa a sentir umas vibrações e começa a pedir para se levantar e dançar. Alguns membros do público cederam logo à tentação muito cedo. E aproximadamente metade do público acabou por perder a vergonha nos encores e levantou-se para abanar também o esqueleto. A sério, é mais forte que a pessoa, eu não me levantei e só abanei a pernita e a cabeça, mas estava já no limite da resistência para me levantar. Mas gritei um bocado no fim para compensar a falta de movimento.
Estas canções começam sempre rápidas, mas por incrível que pareça, conseguem ainda acelerar mais até ao fim. Resultado, multidão em êxtase, a gritar e a dançar. O que num concerto destes é obra.
A banda é irrepreensível, multi-instrumentistas quase todos e todos cantam, muito bem, diga-se de passagem. Devem ter ficado impressionados com o público porque fizemos birra, assobiámos e batemos o pé até eles voltarem ao palco, isto quando as luzes já estavam ligadas. Por isso, próximas oportunidades há-de haver para testemunhar um concerto destes senhores.
Podem achar que o entusiasmo se deve à febre, mas não me parece. A X pode ser que apareça aqui a confirmar o meu relato, que por ser longo, fica por aqui sem mais achegas. Mas havemos de voltar aos nossos amigos Klez.