Como os simpáticos leitores deste blog já devem ter reparado, eu sou uma rapariga que se desloca muito no seu trabalho. Sou o que se chama uma advogada todo terreno, advogada sobre rodas e sobre carris e ultimamente, também tenho sido muito advogada com asas.
Esta semana, calhou vir aos Algarves, de onde vos estou a postar, e para um processo-crime. Se a primeira parte da premissa é normal, a segunda é altamente invulgar porque faço poucos processos criminais puros.
Mas não é de nada disso que vos vou falar. Vou mesmo é bater no Algarve, ou como eu gosto de lhe chamar, Britlândia em Tugaland. Desculpem lá, mas são dois dias que passei aqui, têm de dar o desconto.
Quando é que vendemos isto aos ingleses, alguém me saberá dizer? Sim, decididamente, não é em Portugal que estou agora.
Quando é que exactamente isto se transformou num parque de diversões gigante? Sim, podia ser um paraíso anglófono, mas ter jeito como região. Não, tudo é exagerado, tudo é pensado como uma caricatura.
E não vou embirrar com as placas bilingues, nem com as que começam pela expressão em inglês. Porque raio é que estando nós em Portugal há placas que só estão escritas em inglês?
E ainda por cima, tinha de nos calhar os ingleses, esse povo tão simpático, que faz um esforço tão grande para se adaptar ao sítio onde está, aprender umas expressões na língua do local e que não acham nada que somos do terceiro mundo. Fish and Chips no Algarve? Claro, eu vou para a Croácia a pensar que vou comer o belo do cozido à portuguesa ou umas tripas à moda do Porto. Aliás, a pessoa viaja com a ideia de encontrar exactamente aquilo que deixou no país. Será?
Mas a minha grande questão é: sendo isto como é e havendo o Alentejo mesmo ao lado, ainda não contaminado (pelo menos na generalidade e ao mesmo nível que aqui), porque é que a tugaria insiste em vir em peso para aqui no Verão?
Para mim, este é um dos grandes enigmas da humanidade...