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terça-feira, julho 14, 2009

Insólitos Judaicos



Novo segmento de insólitos. Já que a Polónia tem uma grande herança judaica, pareceu-me justo mostrar-vos coisas pouco habituais aos nossos olhos.
Ora aqui está aquilo que nos pareceu um recipiente de água benta da sinagoga de Varsóvia. Nada de extraordinário, apesar da torneira e do copito, as igrejas católicas também têm.






Já não estávamos à espera era de ver um toalhão verde para limpar as mãozinhas da água benta.
Afinal, o primeiro recipiente é um lavatório normal e se calhar só serve para lavar as manitas e beber um trago de água.



No cemitério judeu de Varsóvia, havia tumbas de advogados em bardana. Como é que sabemos? Identifica-se a profissão do falecido, o que pode ser considerado insólito.
Os advogados estão em clara maioria, mas lá começámos a ver também farmacêuticos e engenheiros.
Só falta número de telefone e morada, para contactar o falecido para obter conselhos jurídicos.




Não vi assim tantos cemitérios judaicos, sobretudo ainda em utilização, mas isto é algo que nunca vi.
Não é que muitas tumbas tinham um banquinho virado para elas? Sim, que isto de prestar homenagem a entes queridos falecidos de pé não está com nada.

quarta-feira, julho 01, 2009

Análise comparativa de cemitérios judeus



Eis o post com potencialidades para arrepiar alguns visitantes. Mas tem interesse histórico, por isso, vamos a isso.
Antes da Segunda Guerra Mundial, a Polónia tinha a maior comunidade judaica da Europa. Logo, as principais cidades tinham bairros judeus bastante desenvolvidos, com respectivos edifícios.
A ocupação nazi encarregou-se de fazer eliminar vestígios, mas alguns sobrevivem. É o caso deste cemitério de Varsóvia, que alberga alguns famosos, como o inventor do Esperanto.
Este cemitério ainda está em utilização.






Cracóvia também tinha, antes da Segunda Guerra Mundial, uma florescente comunidade judaica. Aqui temos mais vestígios ainda activos. Kazimierz, o bairro judeu, tem inúmeros restaurantes em funcionamento, bem como o maior número de sinagogas por metro quadrado.
Tem dois cemitérios, dos quais apenas visitámos o que tinha interesse histórico.
Os judeus rezam junto às campas, tal como os Católicos, mas em vez de flores, deixam pedras a simbolizar pensamentos pelo falecido.


E para fins comparativos, aqui fica o cemitério judeu de Praga, o mais antigo dos três.
Continua a ser o meu preferido porque está mais cuidado, exsuda mais história e tem o criador do Golem, ou não fosse eu grande fã da literatura fantástica.