quinta-feira, junho 19, 2008

WC, medieval style...

Vale tudo menos fazer os trabalhos da pós-graduação. É o que dá entrar em reclusão com um computador ligado à Internet.
Como sinto uma enorme necessidade de me animar, voltamos à Estónia, mais concretamente ao restaurante medieval "De Olde Hansa", que fez as delícias das viajantes tugas não só na comida, mas também nas casas-de-banho, que tiveram direito a exaustiva reportagem fotográfica.


Obviamente, num restaurante, temos de distinguir o WC dos meninos do das meninas. E nesta parte do mundo, o pessoal é imaginativo.
Aqui em especial, não se limitaram a mostrar o menino, mas a mostrar como o menino deveria proceder uma vez na casa-de-banho. Não queremos enganos.



Para as meninas, também se exemplificou o acto.


Todos sabemos a importância da segurança nos dias em que correm, por isso, trancas à porta. E para o caso de o ganchinho não chegar, amarra-se o cordelito também, para não sermos apanhados de calças na mão.



Nos tempos medievais, também se dava importância à higiene, ao contrário do que algumas más línguas dizem por aí. Aqui o desafio era entortar o bule de maneira a não nos molharmos nem apagarmos a velinha. Sim, iluminação à luz de vela, porque na Idade Média, não havia electricidade...


E por fim, a peça de destaque de qualquer casa-de-banho. Vê-se que é medieval porque o autoclismo é em madeira. Não há confusão, aqui é tudo 100% medieval.

terça-feira, junho 17, 2008

Ai, o destino...


“Destiny was a funny thing, he knew. You couldn’t trust it. Often you couldn’t even see it. Just when you knew you had it cornered, it turned out to be something else – coincidence, maybe, or providence. You barred the door against it, and it was standing behind you. Then just when you thought you had it nailed down, it walked away with the hammer.”

in Wyrd Sisters de Terry Pratchett

segunda-feira, junho 16, 2008

Em reclusão


A escriba vai entrar em reclusão absoluta nas próximas duas semanas por motivos de pós-graduação.
Dois comentários a decisões jurisprudenciais têm de ser entregues nas próximas duas semanas e a escriba admite que pouco fez além de escolher uma das decisões e empilhar os livros para estudar o assunto.
Isto tudo numa altura em que dava tanto jeito um pouco de disponibilidade e paz de espírito (pela bola, meu dia de anos, diversas manifestações culturais, bom tempo, etc).
Se o arrependimento matasse, já estava aqui esticadinha no chão.


PS: Isso não quer dizer que deixe de aparecer aqui e fazer mil e uma burrices para boicotar o meu próprio trabalho. Acho que a gula tem de se cuidar, arrisca-se a ser substituída como meu pecado mortal preferido pela preguiça...

quinta-feira, junho 12, 2008

Cidade Fantasma



Semana com dois feriados + bola na televisão = cidade fantasma


NOTA DA ESCRIBA:
Ontem ia no metro, que nunca vi tão vazio àquela hora e só me lembrava desta canção, "Ghost Town" dos The Specials.
Este é um dos esqueletos no armário musical da escriba. A coerência nunca foi dos meus fortes, por isso, porque não achar piada ao Ska?
Madness é melhor e mais divertido, mas esta canção é bem gira. Gosto sobretudo do barulhinho que fazem para indicar "spooky".

segunda-feira, junho 09, 2008

Em modo Futebol


Até ao final deste mês, a escriba (acompanhada por uma larga percentagem da população europeia e mesmo mundial) estará em modo futebol.
Quem me conhece bem, sabe que já fui fã rábida da coisa e entretanto me curei. Tenho recaídas de dois em dois anos para as grandes competições, pelas quais continuo a ter um fraquinho.
E este ano, com Sport TV em casa, vai ser uma alegria, poder seguir as outras selecções que aprecio. Uma delas é a Alemanha, facto que sem dúvida me vai aqui valer censura no blog, as outras são as selecções de leste, Croácia e Roménia (mas não o nosso competidor directo, República Checa, por motivos óbvios).
Haja bola para animar a malta e que a nossa selecção nos dê alegrias, que bem precisamos.

sexta-feira, junho 06, 2008

Eu fui e gostei!



Mesmo no meio de tanto inconveniente, foi muito bom.

Gostei de Apocalyptica, que deram um concerto curtinho, mas muito agradável. O vídeo é deles, um cover dos Rammstein, "Seemann" com o portento do punk alemão, Nina Hagen.
Confesso que tive a secreta esperança que sacassem do Till Lindemann para cantar o "Helden", mas não tive essa sorte.

Machine Head passou um pouco ao lado, até porque estávamos a comer nessa altura, mas tem de se admitir que tem um som muito poderoso.

E Metallica foi brilhante. Muito semelhante ao concerto do último Rock in Rio que estiveram em termos de alinhamento (segundo me lembro do que vi na televisão), e os fãs adoraram.

Uma última nota para dizer, que apesar de abominar este conceito de festivais tipo parque de diversões, foi um prazer ter uma casa de banho normal, que não dá vómitos aos utilizadores.

quinta-feira, junho 05, 2008

Eu vou...



Um bocado contrariada, mas pronto.

Já o ano passado, Metallica tocou à quinta-feira e por esse motivo, não fui vê-los. Este ano, calha no pior dia possível (aniversário da mãe, aula importante da pós-graduação, muito trabalho, entre outros) e como já tenho dito aqui, não aprecio festivais em geral e o Rock em Rio em especial.

Mas já que o coleguinha teve a simpatia de oferecer um bilhete a todas as colaboradoras (podíamos elaborar o motivo da simpatia mas ele pode ler isto e não convém ;), seria uma parvoíce não aproveitar.

Porquê Metallica e Apocalyptica em vez de Linkin Park e Muse, uma vez que todas são bandas do meu agrado? Simplesmente porque nunca vi os primeiros e tenho curiosidade.

Pensei em pôr um vídeo menos radical, mas acabei por escolher o meu preferido, One, dos Metallica. É pesadote, mas já estou habituada a ser uma incompreendida em termos musicais, por isso, cá vai.

quarta-feira, junho 04, 2008

Hoje acordei assim...

A pensar em torres com balas de canhão russas embutidas e flores amarelas.
Quando são as próximas férias? Please!

NOTA DE SANIDADE:
Kiek-in-de-Kok, Toompea, complexo do castelo, Tallin.

segunda-feira, junho 02, 2008

Morfes na Lituânia

E assim se conclui a digressão gastronómica das terras bálticas, naquela que para mim, terá sido a terra mais apetitosa.



Quem diria que seria na pequena terra de Siauliau que eu ia comer o que achei o melhor prato do Báltico. No restaurante Arkos, comeu-se galinha com Chanterelles. Deliciosa.



O cansaço tem destas coisas, por isso, em terras lituanas, parámos muitas vezes para lanchar. O franchising Double Coffee está aprovadíssimo pelos batidos de frutas, aqui o Bananini (é daquelas coisas de que vou sentir muito a falta porque gostei tanto). Já as waffles eram um bocado rijas e aqui há melhor.



E esta é uma pizza genuinamente... lituana. Quando a comida tradicional custa os olhos da cara e o pessoal está cansado e quer algo rápido para se pôr na alheta, o italiano salva a vida a uma pessoa.



Mais uma surpresa, um restaurantezinho numa rua pequena servia uma galinha com pesto e croquetes de comer e chorar por mais. Sempre regado a Coca-Cola, obviamente.



E esta galinha, que vamos baptizar de AVC por motivos que se explicarão abaixo, foi comida no que apelidámos de restaurante das galinhas. Isto porque tinha galinhas vivas em exposição. Haverá ASAE em terras lituanas?
A galinha era recheada com manteiga e depois frita. Pensámos que era um erro de tradução da ementa, mas não. Quando trinchámos o bicho, ele ficou oco e a gorduronga escorreu pelo prato todo. E pensar que o restaurante parecia tão promissor...

E finalmente, a salsicha do tio Vlad (salvo seja ;)
Mais uma estreia, desta feita, uma incursão pela gastronomia romena. Se bem que as salsichas, na minha humilde opinião, não davam a entender a sua origem.

quinta-feira, maio 29, 2008

O que se come e bebe na Letónia

Caracitas, não sei porquê mas só tenho três fotos de comida que ingeri na Letónia. Mesmo descontando o hamburguer da primeira noite, devia haver mais alguma coisa. Se entretanto encontrar, logo terão novidades.



Mais uma estreia, comida Kosher. O frango vinha recheado com qualquer coisa, mas devo estar a ficar desmemoriada porque não me lembro o que era. Lembro-me é que era muito bom.




Mais uma deslocação ao restaurante russo. Desta vez, fintei a galinha e comi porco. O restaurante é o Nostalgia, muito barato e numa das ruas principais.



Andámos a fintar os bufetes, mas no último dia teve mesmo de ser. É uma cadeia chamada Lido, onde se come muito bem e barato. A escriba estava esganada e começou a comer antes de tirar a foto, sorry. O prato vinha tão bem servido que ficou quase metade.




E na última noite, rendemo-nos à magia negra. Ao entrar para comprar uma garrafa de souvenir, lá decidimos experimentar in loco a magia local. A lua negra que vêem em cima dá um grande coice. E a escriba esteve prestes a subir para cima da mesa, cantando esse tema preferido do Discworld "Um Ouriço Cacheiro não pode ser enrabado" ;)