segunda-feira, abril 19, 2010

Projecto Cultural #2 - Museu Arqueológico do Carmo



Ora a visita escolhida para fim-de-semana da Páscoa foi o Museu Arqueológico do Carmo.
Esta etapa não tem apontamento gastronómico, mas a escolha é infindável no Chiado. E à porta do museu, existe uma casa de chá, com excelentes scones.






Ora o Museu Arqueológico tem uma vasta zona ao ar livre, por isso, evitem visitá-lo quando chove, ao contrário do que eu fiz.
Ora aqui está o meu pézito para provar que estive, de facto, no local. A minha mãe recusou-se a imortalizar o seu pézito, diz que aqui no blog só mostra as mãos.




Do lado de fora, têm sobretudo lápides, das mais variadas origens. Esta é a lápide de um rabi e está escrita em hebraico.
Verão muitas gárgulas, um poço e uma pia baptismal. Os itens estão todos devidamente identificados.


A parte interior é a mais pequena. A maior curiosidade será o túmulo originário do Condestável, o responsável pela construção do edifício.
Existem outros túmulos, uma secção dedicada à influência árabe e uma sala com três múmias, duas peruanas e uma egípcia. É uma colecção pequena, mas não nos podemos queixar da falta de variedade.





Havia uma lápide que andei especificamente à procura (sim, eu leio atentamente os papelinhos que dão nos museus). Alguém deu o nome de Maria Leitoa a uma pobre alminha de tempos passados. Fica a minha solidariedade pela pobre senhora.

O museu tem uma excelente vista sobre Lisboa, sobretudo da área da loja. É pequeno e visita-se sem cansaço. A colecção é muito variada. O preço da entrada é acessível. Tem múmias.
Será preciso mais argumentos para ir visitá-lo?

sexta-feira, abril 16, 2010

De Faca e Garfo IX - Fenícios

Temos de fazer uma actualização devido ao insucesso total da terceira visita.
Não tenham problemas em frequentar o restaurante à hora do almoço, a afluência é menor e não haverá confusões.
Já ao jantar de dias críticos como sexta, sigam por vossa conta e risco. Ele é "não se fazem reservas", mas afinal "fazem-se reservas", mas "não se fazem reservas telefónicas", mas as mesas estão reservadas quando se chega.
Quando chegámos, disseram-nos que não havia mesa, estava tudo reservado. Depois, lá arranjaram uma mesa. Depois, chegaram as reservas e o dono do restaurante insistiu que lhe tínhamos mentido a dizer que tínhamos reserva e falou-nos com maus modos. Resultado: apesar do pedido de desculpas da funcionária (mas não do dono), lá fomos embora antes das entradas.
Vejam também o comentário da Hannah para melhor informação.
Se não se importarem com cegadas destas, vão sem medos. Mas se isto é coisa para vos enervar, evitem lá ir. Eu estou tentada a não regressar.



Ora, descobri este restaurante, apenas porque passo de autocarro à porta de vez em quando. É o primeiro restaurante libanês de Lisboa, e situa-se na Rua do Conde Redondo, ao lado da Universidade Autónoma.
As fotos são cortesia da Noiva e sua máquina, uma vez que eu me esqueci da minha.
Abrimos hostilidades com moutabal, um puré de beringelas, acompanhado de pão libanês, parecido com o pita, mas mais escuro.
A refeição foi regada a chá de canela e cravinho.






A escriba comeu uma grelhada mista, composta por três espetadas (vitela, vitela picada e frango), acompanhada por moutabal, batatas fritas com um toque especial e uma salada que penso chamar-se tabouleh.




A Noiva comeu a especialidade vegetariana, composta por falafel, moutabal, batatas fritas, tabouleh e feijão verde. Tenham em conta que este prato varia de vez em quando, uma vez que quando lá voltei mais recentemente, o feijão verde tinha sido substituído por grão de bico.
Os almoços saem em conta, havendo combinados de pratos com bebida e café a €7,95 e €6,95. Também podem escolher cinco entradas a um preço simpático e ficam almoçados.




Esta foi a sobremesa que eu comi, chama-se Aich Al. Era uma tarte, tinha mel e uma textura muito interessante.
Aliás, a carta de sombremesas era bem composta.


A Noiva comeu Baklawa, um doce com mel com muita tradição na área e afins. Experimentei um pouco e não sofre do problema da que comi na Turquia, que era demasiado doce.
O Fenícios está bem servido de transportes (metro - Marquês do Pombal), tem um excelente atendimento e fecha ao domingo. Toca lá a ir experimentar uma coisa nova.

quinta-feira, abril 15, 2010

Precious no Cinema - Parte XIX



O último filme do Sr. Terry "Monty Python" Gilliam é, como seria de esperar, esgrouviado. Logo, provocou baixas na sala do cinema logo na primeira meia hora e não se recomenda a toda a gente.
O destaque vai para o Tom Waits no papel do diabo, mas as personagens estão todas muito bem.
Os amantes de fantasia devem gostar e fica o aviso que foi contornado muito bem o problema colocado pela morte do Heath Ledger.




Fui ver este a pensar que seria um filmezito divertido, sem grandes consequências. Afinal, é um filme de vikings com dragões, que mereceu honras de reportagem na Time, onde os vikings falam com sotaque escocês. É em 3D, como é a moda agora e tem as sequências de voo mais radicais que me lembro ver.
Imperdível para os fãs dos dragões, que vão apaixonar-se pelo Desdentado, que é o dragão negro central à história, a coisinha mais fofa que eu já vi.

quarta-feira, abril 14, 2010

Portugal nas Trincheiras



A vossa escriba é uma mulher dada à história e mal soube que havia uma exposição dedicada à participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, sentiu logo curiosidade em ir assuntar. Arranjou por companhia a comadre Noiva Judia, que é outra mulher dada à história e à guerra.
Esta foto mostra a entrada da exposição, arranjada para parecer uma trincheira. Gostamos destes pormenores.





Dentro da exposição, também havia corredores arranjados ao mesmo modo que a entrada. Se bem que não tão impressionantes como a réplica de trincheira que vi no Museu Imperial da Guerra em Londres, ainda assim estavam muito bem arranjados.
Isto ao som de música ambiente que ilustrava o que o nosso CEP ouvia quando estava nas trincheiras.





Para saberem que estivemos, de facto, na exposição, cá estão os nossos pézitos ao pé dos sacos de serapilheira. A vossa escriba está a começar a ficar obcecada com as fotos de pés, indo ao ponto de pensar no calçado antes de sair de casa, para não haver só fotos de ténis.


A exposição é bastante variada, está bem sinalizada e é bastante informativa.
Ficámos a saber que o nosso CEP era bastante bem alimentado pelas rações inglesas ao início, mas que o vinho, aparentemente muito apreciado, vinha do nosso país.
Em exposição, estavam todo o tipo de objectos e documentos, entre os quais a carta da Alemanha a declarar-nos guerra.


Muitos objectos eram peças de material usadas pelos soldados, como as máscaras de gás que aqui vêem, provenientes dos diferentes museus militares do país e de colecções privadas. O apetite pela visita ao Museu Militar de Lisboa, integrado no projecto cultural 2010, aumentou consideravelmente depois disto.
Além destes, havia objectos feitos pelos soldados nas trincheiras, correspondência, material médico, monumentos comemorativos, etc, etc.
Recomendo vivamente aos amantes da história, que não sairão desiludidos.
A exposição está nos museus da politécnica (Rua da Escola Politécnica) até 23 de Abril e às sextas e sábados fecha à meia-noite.

terça-feira, abril 13, 2010

Negra como a noite


Eu ainda sou do tempo em que as tulipas pretas não eram bem pretas, mas um tom escuro de roxo. Por isso, foi com muito mal disfarçada satisfação que recebemos a nossa mais recente aquisição floral, negra como a noite. E temos mais duas a caminho que podem ser manas desta.

segunda-feira, abril 12, 2010

Obrigada pelos pensamentos positivos

O meu pai já está melhor, mas não foi uma semana fácil.
Fica a admiração pelas pessoas que têm de tomar conta de doentes e conseguem manter a calma. Não é fácil, é ingrato e é frustrante. Mas tem de ser e o que tem de ser tem muita força.
O meu pai já está melhor porque é um rapaz cheio de sorte. Agradeço os pensamentos positivos.

quarta-feira, abril 07, 2010

Pedem-se pensamentos positivos

Esta vossa escriba anda em maré de azar. O pai da escriba esforçou-se por partir um passeio à cabeçada e agora, esta vossa escriba está em casa a servir de enfermeira.
Pedem-se pensamentos positivos e boas vibrações para ajudar na recuperação.
Escusado será dizer que estarei arredada das lides bloguísticas durante esta semana.

segunda-feira, abril 05, 2010

De garfo e Faca - Parte VIII



Se por ventura, se encontrarem para os lados do Rossio e precisarem de matar a fominha com algo substancial, sugiro que experimentem a Locanda Italiana na Rua das Portas de Santo Antão.
É grande e cabe sempre mais um, é em conta e a comida é boa.
Aqui têm as entradas, Bruschetta. que devem pedir ao empregado de mesa, uma vez que não constam no menu.




As pizzas são enormes, saborosas e cozidas em forno a lenha.
Não há registo de sobremesa, porque o estômago já não dava para mais.
E na dúvida quanto ao programa que se segue, recomendo "A Gaiola da Loucas", muito engraçado e fiel ao filme.

sexta-feira, abril 02, 2010

Feliz Páscoa!



Cuidado a ver este vídeo, coraçõeszinhos sensíveis, os Happy Tree Friends não são para brincadeiras.
Desejo-vos a todos uma páscoa feliz, comam muitos ovos, de preferência, diferentes dos que a Toothy come (para não pôr a vossa integridade física em risco) e descansem/divirtam-se muito.

quinta-feira, abril 01, 2010

Noite alla turca



Exactamente há uma semana, a vossa escriba, acompanhada da comadre Noiva Judia, foi assistir a um Sema organizado pela Associação de Amizade Luso-Turca, na Aula Magna da Universidade de Lisboa.
Acabou por ser mais do que um Sema, e a Associação apresentou várias formas de cultura turca, numa operação de charme que terá agradado aos espectadores.
Tivemos direito a banda, a primeira manifestação cultural da noite.





O folheto do evento dizia "Como fazer Ebrus? Praticar esta arte é muito prazeroso, mas necessita de muita paciência.". As mentes perversas começaram imediatamente a cogitar o que seria.
Mas afinal, é pintura num tabuleiro com água, que a foto supra exemplifica.




A parte mais interessante é ver o pintor trabalhar com a água, começando com formas irreconhecíveis e acabando com flores, como a que se vê aqui. As flores preferidas são as tulipas e as rosas.
Após espalhar a tinta na água, coloca-se um papel por cima e decalca-se. É interessante e eu não fazia a mínina ideia que isto existia.


Mas o que atraiu esta vossa escriba ao evento foi a promessa da dança dos dervixes, que já tinha visto em Istambul e que me tinha apaixonado.
Eram pouquinhos, a banda era pequena e o espaço muito esmagador. Em Istambul, eram muitos e num espaço mais pequeno, o que tornava a actuação mais avassaladora. Mas ainda assim, foi mágico.

Tendo em conta que a Aula Magna estava com casa cheia e o evento foi um sucesso, fica a esperança que possa repetir-se.
A Associação de Amizade Luso-Turca tem site na net (www.lusoturca.com) e oferece cursos de língua turca, arte Ebru e caligrafia. Se vos apetecer fazer algo completamente diferente, é uma boa opção.