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terça-feira, maio 11, 2010

S. Pedro, sê bonzinho




E não faças uma desfeita ao Ratzi e às pessoas que vão assistir à missa.

E já agora, não sei se é teu pelouro, mas vê lá se nenhum idiota faz alguma asneira e magoa alguém, esta semana, aproveitando a efeméride.

PS: o meu poiso de trabalho - Avenida da República - está pejado de polícias e não há carros estacionados. Os autocarros todos dizem "a Carris saúda Bento XVI". Razão tinha a minha prof de alemão a falar em Papamania...

terça-feira, dezembro 29, 2009

Deve estar algum burro para morrer...



Ou uma raça inteira, a bem da verdade.
O Yahoo brasileiro veiculou esta notícia:

"O jornal L'Osservatore Romano, do Vaticano, elogiou na edição de terça-feira o desenho Os Simpsons, que acaba de completar 20 anos na TV, por seus questionamentos filosóficos e sua visão irreverente da religião. Intitulado "As Virtudes de Aristóteles e o Donut de Homer", o artigo diz que a animação, baseada em "textos inteligentes e realistas", abriu espaço para desenhos dirigidos ao público adulto.
Segundo o jornal, seria possível criar uma "teologia simpsoniana" a partir da frequência com que a religião aparece no desenho, como "um espelho da indiferença e das necessidades que o homem moderno sente em relação à fé
"."

E esta, hein?
Não fosse isto ser uma notícia da semana passada e eu pensaria que o empurrão que o Ratzi levou, lhe aclareou o pensamento.
É bom ver a igreja Católica ser razoável e sensata. Gostava de ver outros exemplos mais amiúde.

PS: Como ilustração, temos a família Simpson Angolana, criada aquando da chegada da série a este país Africano.

sexta-feira, outubro 09, 2009

O quê?!!!





Estou em choque, acabo de saber que o Obama ganhou o Nobel da Paz. Por alma de quem?
Digam-me lá que obra o senhor tem para apresentar para ganhar um prémio destes? Não é que eu desgoste do senhor, mas por favor.
Isto apenas confirma a minha opinião de que o Nobel se tornou um prémio de popularidade e não de mérito.
Estes Suecos devem estar loucos!

sexta-feira, setembro 25, 2009

E porque temos eleições no domingo...


Vão lá votar e cumprir o vosso dever cívico.
Eu vou.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Uma questão polémica



Não é a primeira, nem será a última vez que se discutirá esta questão no desporto.

Apesar de muitas opiniões em contrário, nunca achei que a Sul-africana Caster fosse tão masculina como tantos a acusam, comparada com tantas outras atletas. Sempre achei que a moça precisava era de se aperaltar mais como gaja (algo que muitas atletas precisavam). Aqui fica uma foto da senhora artilhada. Nesta foto, haverá dúvidas que é uma mulher?

Parece afinal que a senhora tem testículos ocultos e corre o risco de não lhe permitirem mais competir com as senhoras, mas não ficar sem a medalha que ganhou no último campeonato.

É uma questão complicada, uma vez que isto da sexualidade nem sempre é uma questão linear.

Se ela tem uma vantagem injusta, acho que não a devem deixar correr com as mulheres. Mas haverá uma solução justa para esta jovem, que podia muito bem não conhecer a sua natureza hermafrodita, ou pelo menos, que havia um pendor masculino acentuado?

terça-feira, setembro 01, 2009

Um triste aniversário


Faz hoje 70 anos que a Alemanha nazi invadiu a Polónia, dando início à Segunda Guerra Mundial.
Período de triste lembrança para a Humanidade, teve um palco muito importante na Polónia, local onde se localizaram alguns dos campos de extermínio mais conhecidos.
Nesta fotografia de Auschwitz I, não dá a entender o inferno que os detidos aqui passaram. O complexo era constituído por três campos, Auschwitz I, Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz. O extermínio era sobretudo levado a cabo no segundo campo.


Já numa fase avançada da guerra, procurou-se agilizar o processo de extermínio, prolongando a linha férrea onde chegavam os comboios com prisioneiros até ao interior do próprio campo.
Aqui começava a mascarada, destinada a acalmar os prisioneiros, fazendo crer que voltariam a recuperar os seus pertences, de modo a entrarem ordeiramente nas câmaras de gás.
Estima-se que, apenas neste complexo, tenha morrido entre um milhão e um milhão e meio de pessoas.
Aconselha-se uma visita, apesar de ser uma actividade perturbadora, sobretudo nesta altura, quando aparecem mais criaturas a negar o Holocausto.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Recordar Katyn


“Infamously, not all of the Polish POWs even made it to these eastern camps. In April 1940, the NKVD secretly murdered more than 20.000 of the captured Polish officers. shooting each one on the back of the head, following Stalin’s direct orders. Stalin murdered the officers for the same reason he had ordered the arrest of Polish priests and schoolteachers – his intention was to eliminate the Polish elite – and then he covered it up. Despite enormous efforts, the Polish government in exile was unable to discover what had become of the officers – until the Germans found them. In the Spring of 1943, the German occupying uncovered 4.000 bodies in Katyn forest. Although the Soviet Union denied responsibility for the Katyn massacre, as it later came to be known, an although the Allies sided with this interpretation – even citing the Katyn massacre as a German crime in the indictment at the Nuremberg Tribunal – the Poles knew from their own sources that the NKVD was responsible. (…) The Russian President, Boris Yeltsin, admitted Soviet responsibility for the massacre only in 1991.”

in “Gulag – A History” de Anne Appelbaum

terça-feira, agosto 11, 2009

Monumento aos Caídos no Leste



“We never asked, on hearing about the latest arrest, ‘What he was arrested for?’ but we were exceptional. Most people, crazed be fear, asked this question just to give themselves a little hope; if others were arrested for some reason, then they wouldn’t be arrested, because they hadn’t done anything wrong. They vied each other in thinking up ingenious reasons to justify each arrest: ‘Well, she really is a smuggler, you know,’ ‘He really did go rather far’, or ‘It was only to be expected, he’s a terrible man,’ I always thought there was something fishy about him,’ ‘He isn’t one of us at all…’
This is why we had outlawed the question ‘What was he arrested for?’
‘What for?’ Akhamatova would cry indignantly whenever, infected by the prevailing climate, anyone in our circle asked this question.
‘What do you mean what for? It’s time you understood that people are arrested for nothing!’
- Nadezhda Mandelstahm, Hope against Hope




But it was not even necessary to be extraordinary. Lyudmila Khachatryan was arrested for marrying a foreigner, a Yugoslav soldier. Lev Razgon recounted the story of a peasant, Seryogin, who, on being told that someone had killed Kirov, replied ‘I’m damned if I care.’ Seryogin had never heard of Kirov, and assumed he was someone who had died in a fight with the neighbouring village. For that mistake, he received a ten year sentence. By 1939, telling a joke, or hearing one, about Stalin; being late for work; having the misfortune to be named by a terrified friend or a jealous neighbour as a ‘co-conspirator’ in a non-existing plot; owning four cows in a village where most people only own one; stealing a pair of shoes; being a cousin of Stalin’s wife; stealing a pen and some paper from one’s office in order to give them to a schoolchild who had none; all of these could, under the right circumstances, lead to a sentence in a soviet concentration camp.”

in “Gulag – A History” de Anne Appelbaum


Nota da escriba: As fotos são do Monumento aos Caídos no Leste, que está situado em Varsóvia, Polónia.
Os nomes que constam dos carris são de gulags, campos de concentração soviéticos, local onde se pensa que tenham morrido mais pessoas que nos KZ nazis.

segunda-feira, julho 13, 2009

A voz do povo



Eram para estar aqui as fotos desta vossa escriba e das suas companheiras de viagem, mais respectivos cartazes, a expressar a sua desilusão pela não realização do concerto dos Depeche Mode no Porto. Como se aguarda a aprovação das fotos pelas companheiras de viagem, não pode ser já.
Já sabia que o pessoal do Porto não tinha papas na língua, mas aqui fica a prova para quem não sabia.
Aqui está o que um segmento da população do Porto teve a dizer ao Depeche Mode, via vandalismo dos seus cartazes.




Poderemos achar a linguagem um pouco forte, mas podem apresentar como desculpa que a desilusão foi grande.
Fala-se de um concerto de substituição no Pavilhão Atlântico a 14 de Novembro, mas o site oficial ainda não confirma esta informação. Logo Novembro, que ia ser um mês parado em termos de concertos, não é?
Se se confirmar em Lisboa, ainda vou. No Porto, quer-me parecer que não me apanham lá.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Mr. President


Parabéns pela sua eleição.
Muita gente acredita em si para endireitar a América, e consequentemente, ajudar a endireitar o mundo.
Faça-nos a todos o favor de não os desiludir.
Boa sorte, não lhe invejo, de todo, o trabalho.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Obama ou McCain?



Está prestes a acabar o espectáculo das eleições americanas.
O mundo seguiu com atenção e, em cima, vêem um exemplo de mini-comício "Germany for Obama", pelo qual passei em Munique.
Aparentemente, a Alemanha está com Obama, à semelhança da esmagadora maioria da Europa.
E a América, com quem estará? Amanhã já saberemos.

terça-feira, julho 22, 2008

Finalmente!



Por cortesia da CNN, soube há pouco que o Sr. Karadzic foi preso pelas tropelias que andou a fazer lá na ex-Jugoslávia.

São notícias destas que restauram a minha fé na humanidade e na justiça. E ambos os conceitos andavam a precisar de um empurrãozito por esta freguesia.


PS- Foto de arquivo morto de propaganda política do Museu Mimara de Zagreb.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Bum! Bum!



Boom, boom, boom, boom
Every time you drop the bomb
You kill the God your child has born
Boom, boom, boom, boom
System of a Down – Boom!


Em 15 de Fevereiro de 2003, 10 milhões de pessoas marcharam pela paz em mais de 600 cidades pelo mundo todo. Passados quase cinco anos, o que mudou?

Nota adicional da escriba: System of a Down, banda americana de origem arménia, altamente politizada e alinhada à esquerda. Não gosto de exageros nem excessos, mas adoro o som e os rapazes até têm alguma razão em muitos pontos que focam.
Esta canção foi gravada após as manifestações e o vídeo tem imagens captadas nessa ocasião.

segunda-feira, julho 09, 2007

Há modas que não lembram ao careca

A polícia de São Paulo tem pela frente um novo desafio representado por casais que se encontram num local público central, previamente combinado, e mantêm no interior de um veículo uma relação sexual rápida à frente de terceiros.
Esta prática que se está a generalizar em São Paulo e noutras cidades do Brasil, é comum na Grã-Bretanha, onde os círculos de interessados ultrapassam já os 20 mil, segundo o Diário de S. Paulo.
A situação envolve em regra pessoas totalmente nuas que conduzem automóveis, de onde uma delas sai para o veículo do parceiro, mantendo relações o mais rápidas possíveis perante uma plateia, dos quais muitos dos seus membros foram previamente avisados da realização de tal evento. Daí, a designação de dogging para esta actividade, que implica estar atento para se aperceber do local e momento em que se realiza o acto sexual.”
in Diário de Notícias

Valha-me Deus, do que mais vão estas pessoas lembrar-se?
Confesso que quando li "dogging", pensei que era outra coisa. Mas digam-me lá que piada tem andar a conduzir todo nu, para depois se envolver em cenas de exibicionismo à frente de desconhecidos? Tinha de ter sido inventado numa ilha...

quinta-feira, junho 28, 2007

E o nosso Portugal, também vai por este caminho?


"Ma France à moi, c'est pas la leur, celle qui vote extrême,
Celle qui bannit les jeunes, anti-rap sur la FM,
Celle qui s'croit au Texas, celle qui a peur de nos bandes,
Celle qui vénère Sarko, intolérante et gênante.
Celle qui regarde Julie Lescaut et regrette le temps des Choristes,
Qui laisse crever les pauvres, et met ses propres parents à l'hospice,
Non, ma France à moi c'est pas la leur qui fête le Beaujolais,
Et qui prétend s'être fait baiser par l'arrivée des immigrés,
Celle qui pue le racisme mais qui fait semblant d'être ouverte,
Cette France hypocrite qui est peut-être sous ma fenêtre,
Celle qui pense que la police a toujours bien fait son travail"
Ma France à moi - Diam's*

Mais um exemplo de rap que eu aprecio. Esta senhora tem outra canção a que acho muita piada, "Jeune Demoiselle", bastante mais descontraída e alegre. Mas tendo em conta os recentes acontecimentos em França, fazia mais sentido postar esta. Além disso, o vídeo está muito bem conseguido e capturou perfeitamente a ideia de intolerância.
A nossa realidade é diferente, mas penso que a Europa em bloco está a seguir na mesma direcção. Cada vez toleramos menos o que é diferente, cada vez temos mais medo dos imigrantes e cada vez pensamos mais em nós e menos nas pessoas que nos rodeiam. É uma pena.

*Tradução algo livre da minha autoria:
A minha França, não é a deles, aquela que vota em extremistas
Aquela que bane os jovens, anti-rap na rádio,
Aquela que se acha no Texas, aquela que tem medo dos nossos grupos,
Aquela que venera Sarko (Sarkozy), intolerante e embaraçoso.
Aquela que olha para Julie Lescaut e lamenta o tempo dos “Choristes”,
Que deixa morrer os pobres e mete os próprios pais num hospício,
Não, a minha França não é a deles, que festeja o Beaujolais,
E que finge estar f*dida pela chegada dos imigrantes,
Aquela que fede a racismo mas que finge estar aberta,
Aquela França hipócrita que está talvez debaixo da minha janela,
Aquela que pensa que a polícia sempre fez bem o seu trabalho

segunda-feira, junho 11, 2007

Como certas nações são vistas parte 2



Alemanha:
After the unspeakable
after you have fallen as only angels can fall,
go and find your peace again,
go back home and plant your tree.
No Victory, no defeat, no shame
and Fatherland no more,
only Unity, Justice and Freedom for all

in “Volk” de Laibach

Os Laibach não foram mauzinhos com todas as nações, como podemos exemplificar com a canção da Alemanha. Cheira-me que, após isto, os rapazes tornaram a ter novamente fama de nazis. Sim, não é admissível falar bem ou admirar a Alemanha.
Este país, tantos anos após a Segunda Guerra Mundial, continua a ter uma imagem terrível perante as outras nações e pertence àqueles casos de racismo facilmente admitido em todos os quadrantes. Sim, sobretudo no campo bola, ouve-se imensas vezes chamar nazis ou boches aos alemães, sem que se levante qualquer polémica.
Não quero, de modo algum, branquear as acções dos nazis na guerra, que foram atrozes, desumanas e injustificáveis. Mas esta imagem que perdura é altamente injusta. A Alemanha de hoje não é nazi e nota-se um esforço dos alemães para preservar a memória desse passado, no intuito de não o deixar cair em esquecimento.
Desculpem-me mas tem de ser dito. Não se pode deixar de admirar a Alemanha por se ter tornado uma potência económica mundial após perder duas guerras mundiais, uma das quais deixou o país completamente em ruínas. É um país que sobreviveu ao seu desmembramento. É a potência europeia líder no campo energias verdes e reciclagem. E a lista podia continuar.
Se isto não é digno de crédito, não sei o que será.

PS: Com o vídeo da Eslovénia, que podem ver supra, conclui-se a apresentação do álbum Volk dos Laibach. Até porque não há mais vídeos.

quarta-feira, maio 30, 2007

Como certas nações são vistas Parte 1

EUA:
How blind can you get
for your country – right or wrong,
America – the melting pot
Praise the Lord
and praise the Holy Spirit
to save us from your freedom,
justice, peace, accordance and illusion,
from arrogance and pride,
from violence and confusion


Inglaterra:
So, you still believe you are ruling the world,
using all your tricks to keep the picture blurred
So you still believe you are superior,
and all other nations are inferior

in “Volk” de Laibach

Num texto anterior, falei do CD de uma das minhas bandas preferidas, os eslovenos Laibach. O conceito por trás do referido Álbum seria uma espécie de análise das nações, usando o hino actual ou uma versão mais antiga e fazendo considerações sobre os mesmos.
Esclareço que a opinião acima expressa é dos Laibach e não a minha. Se bem que não podemos negar que corresponde a uma certa visão destes dois países pelo público em geral, o que é particularmente verdade no que toca aos nossos amigos americanos.
Não vou bater nos americanos, porque já há muita gente a fazer isso. Mas parece-me interessante ponderar sobre o que se diz da Inglaterra, sobretudo à luz da actualidade e, muito particularmente, do caso Maddie. Temos assistido a uma campanha particularmente porca dos tablóides britânicos quanto à nossa PJ. Aliás, o pormenor da jornalista britânica que desconfiou do único arguido ter avisado a polícia britânica e não a portuguesa é particularmente elucidativo da nossa imagem junto dos ingleses.
Não será tal um reflexo do modo como os britânicos vêem os portugueses, como inferiores? Será que as críticas seriam tão acérrimas que a criança fosse sueca ou tivesse desaparecido na Alemanha?
Talvez as observações dos senhores eslovenos não sejam assim tão descabidas, é o que digo. Talvez exista de facto um sentimento de superioridade na relação da Inglaterra com outras nações, particularmente forte quando falamos de determinadas nações como a nossa.
O que é importante é admitir que isto é uma generalização. Como todas as generalizações, tem falhas mas também tem um fundo de verdade.
PS: O vídeo é o da canção da Turquia, uma vez que a canção da América não tem vídeo. Porque será que penso no festival da canção ao falar no alinhamento deste CD? ;)