
“(Nota da escriba: Conversa entre dois pintores cegos sobre a cor vermelha)
- Explica então o vermelho, se fazes favor, a quem ignora a visão do vermelho.
- Pelo tacto, com as pontas dos dedos, está entre o cobre e o ferro; na palma da mão, queimaria; na boca, enchê-la-ia de um gosto a carne seca e salgada; pelo nariz, cheira como um cavalo, e, entre as flores, evoca mais a camomila do que a rosa.”
in “O Meu Nome é Vermelho” de Orhan Pamuk
Eu sei que isto parece uma sessão fotográfica sado-maso para plantas, mas na realidade, as caninhas e grampos são para as impedir de partirem com o vento.
As minhas capuchinhas não são assim tão vermelhinhas e foi com grande espanto que percebemos que não são anãs. Aliás, com esta altura, o lobo mau que se ponha a pau com elas.
Mais uma vez, fomos enganadas quanto à cor, altura e formato. Mas como nasceram de boa saúde, ninguém se importa.