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quinta-feira, janeiro 06, 2011

Precious is practicing her official silly walk




O Generatus é que sabe ;)

Se bem que o meu caminhar já foi mais tolo do que é agora, já que o pézito está a melhorar.

Para mais ditos, é favor consultar: http://www.generatus.com/ Meses depois de ser descoberto, continua a proporcionar valentes gargalhadas.

terça-feira, março 23, 2010

Pensamentos vermelhos


“(Nota da escriba: Conversa entre dois pintores cegos sobre a cor vermelha)
- Explica então o vermelho, se fazes favor, a quem ignora a visão do vermelho.
- Pelo tacto, com as pontas dos dedos, está entre o cobre e o ferro; na palma da mão, queimaria; na boca, enchê-la-ia de um gosto a carne seca e salgada; pelo nariz, cheira como um cavalo, e, entre as flores, evoca mais a camomila do que a rosa.”

in “O Meu Nome é Vermelho” de Orhan Pamuk


Eu sei que isto parece uma sessão fotográfica sado-maso para plantas, mas na realidade, as caninhas e grampos são para as impedir de partirem com o vento.
As minhas capuchinhas não são assim tão vermelhinhas e foi com grande espanto que percebemos que não são anãs. Aliás, com esta altura, o lobo mau que se ponha a pau com elas.
Mais uma vez, fomos enganadas quanto à cor, altura e formato. Mas como nasceram de boa saúde, ninguém se importa.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Em Roma, sê Romano?



“Grandmother thought being foreign was a crime, or at least some sort of illness that you could catch be being out in the Sun too much, or eating olives. “Going native” was giving in and being one of them. The way not to go native was to act exactly as if you were home, which included dressing for dinner in heavy clothes and eating boiled meat and brown soup. Vegetables were “unwholesome”, and you should also avoid fruit because “you don’t know were it’s been”. That had always puzzled Daphne because, after all, how many places could a pineapple go?
Besides, wasn’t there a saying, When in Rome do as the Romans do? But her Grandmother would possibly say that meant bathing in blood, throwing people to the lions and eat peacocks’ eyeballs for tea.”

“Nation” de Terry Pratchett


Estava entusiasmadíssima com o “Unseen Academicals” do mesmo autor (do qual também gostei, note-se), mas afinal foi mesmo o “Nation” que ganhou um lugar especial no meu coração.

Uma onda que destrói tudo no seu caminho, junta um rapaz nativo, Mau, com uma rapariga inglesa, Ermintrude (que depois decide chamar-se Daphne, vai-se lá saber porquê) numa ilha deserta do hemisfério sul. Ambos têm de enfrentar desafios e vencer dificuldades e descobrem que são capazes de muito mais do que imaginavam no início.

É um dos Pratchett para crianças, que não envolve o universo Disworld, portanto, apesar de irreverente, não tem as partes subversivas e brejeiras do costume. Isto apesar de ter um papagaio que pede a toda a gente que lhes mostre as cuecas : )
É uma excelente leitura para pequenos e grandes. Quiçá, uma excelente prenda de Natal para quem fale “bife”.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Viajar é...


"Travel is fatal to prejudice, bigotry, and narrow-mindedness, and many of our people need it sorely on these accounts. Broad, wholesome, charitable views of men and things cannot be acquired by vegetating in one little corner of the earth all one's lifetime."

Mark Twain


O Sr. Twain sempre disse coisas acertadas e esta é mais uma delas. Conhecer coisas novas abre-nos os horizontes e aumenta a tolerância e aceitação do que é diferente.
Toca a viajar, pessoal, para atacar o preconceito e discriminação.


PS:
Tomem lá os meus dromedários United Colors of Benetton. Este post fica-lhes bem.

quinta-feira, agosto 20, 2009

O que é pitoresco?


“Ao reflectir numa definição de pitoresco no capítulo “Memória” da sua obra As Sete Lâmpadas da Arquitectura, o historiador de arte e escritor britânico John Ruskin declara que este tipo de beleza arquitectónica se distingue das formas racionais da estética clássica, entre outras coisas pelo seu aspecto fortuito.
(….)
Ruskin emite a ideia de que o belo pitoresco, uma vez que se deve ao acaso, não pode ser preservado. De resto, o que confere beleza a uma paisagem não é a conservação de uma arquitectura própria, mas a sua não restauração e o seu estado de degradação.”

“Istambul Memórias de uma Cidade” de Orhan Pamuk


E acrescento eu, é o que um homem ou uma mulher quiserem.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Recordar Katyn


“Infamously, not all of the Polish POWs even made it to these eastern camps. In April 1940, the NKVD secretly murdered more than 20.000 of the captured Polish officers. shooting each one on the back of the head, following Stalin’s direct orders. Stalin murdered the officers for the same reason he had ordered the arrest of Polish priests and schoolteachers – his intention was to eliminate the Polish elite – and then he covered it up. Despite enormous efforts, the Polish government in exile was unable to discover what had become of the officers – until the Germans found them. In the Spring of 1943, the German occupying uncovered 4.000 bodies in Katyn forest. Although the Soviet Union denied responsibility for the Katyn massacre, as it later came to be known, an although the Allies sided with this interpretation – even citing the Katyn massacre as a German crime in the indictment at the Nuremberg Tribunal – the Poles knew from their own sources that the NKVD was responsible. (…) The Russian President, Boris Yeltsin, admitted Soviet responsibility for the massacre only in 1991.”

in “Gulag – A History” de Anne Appelbaum

terça-feira, agosto 11, 2009

Monumento aos Caídos no Leste



“We never asked, on hearing about the latest arrest, ‘What he was arrested for?’ but we were exceptional. Most people, crazed be fear, asked this question just to give themselves a little hope; if others were arrested for some reason, then they wouldn’t be arrested, because they hadn’t done anything wrong. They vied each other in thinking up ingenious reasons to justify each arrest: ‘Well, she really is a smuggler, you know,’ ‘He really did go rather far’, or ‘It was only to be expected, he’s a terrible man,’ I always thought there was something fishy about him,’ ‘He isn’t one of us at all…’
This is why we had outlawed the question ‘What was he arrested for?’
‘What for?’ Akhamatova would cry indignantly whenever, infected by the prevailing climate, anyone in our circle asked this question.
‘What do you mean what for? It’s time you understood that people are arrested for nothing!’
- Nadezhda Mandelstahm, Hope against Hope




But it was not even necessary to be extraordinary. Lyudmila Khachatryan was arrested for marrying a foreigner, a Yugoslav soldier. Lev Razgon recounted the story of a peasant, Seryogin, who, on being told that someone had killed Kirov, replied ‘I’m damned if I care.’ Seryogin had never heard of Kirov, and assumed he was someone who had died in a fight with the neighbouring village. For that mistake, he received a ten year sentence. By 1939, telling a joke, or hearing one, about Stalin; being late for work; having the misfortune to be named by a terrified friend or a jealous neighbour as a ‘co-conspirator’ in a non-existing plot; owning four cows in a village where most people only own one; stealing a pair of shoes; being a cousin of Stalin’s wife; stealing a pen and some paper from one’s office in order to give them to a schoolchild who had none; all of these could, under the right circumstances, lead to a sentence in a soviet concentration camp.”

in “Gulag – A History” de Anne Appelbaum


Nota da escriba: As fotos são do Monumento aos Caídos no Leste, que está situado em Varsóvia, Polónia.
Os nomes que constam dos carris são de gulags, campos de concentração soviéticos, local onde se pensa que tenham morrido mais pessoas que nos KZ nazis.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Está na hora de ir embora!


“It is a simple universal law. People always expect to use a holiday in the sun as an opportunity to read all those books they’ve always meant to read, but an alchemical combination of sun, quartz crystals and coconut oil will somehow metamorphose any improving book into a rather thicker one with a name containing at least one Greek word or letter (The Gamma Imperative, The Delta Season, The Alpha Project and in more extreme cases, even the Mu Kau Pi Caper). Sometimes a hammer and a sickle turn up on the cover. This is probably caused by sunspot activity, since they are invariably the wrong size around.”

in The Last Continent de Terry Pratchett


Ora, está na hora de ir em busca de um dromedário para beijar, acção que, sem dúvida, terá uma extensa reportagem fotográfica a ver aqui mais para o fim do mês e, talvez, alguma cicatriz de recordação, caso o bicho leve a mal ser beijado. Quiçá se, na sequência do ósculo, a alimária não se transforma num sheik do deserto e a vossa escriba já não volta a Portugal, passando a ser dondoca e levando uma vida de ostentação e decadência, kasbah style ;)

Em referência à citação, esta vossa escriba vai levar para ler um policial francês, sem foices nem martelos, mas logo dirá se eles deram as caras, depois de exposto o livro ao sol tunisino.

quarta-feira, abril 22, 2009

Praga na literatura (2)



“I first became aware of this problem several years ago, when walking accross the Charles Bridge, a major tourist attraction in what was then newly democratic Prague. There were buskers and hustlers along the bridge, and, every 15 feet ou so, someone was selling precisely what one would expect to find for sale in such a postcard-perfect spot. Paintings of appropriately pretty streets were on display, along with bargain jewellery and “Prague” key chains. Among the bric-à-brac, one could buy Soviet military paraphernalia: Caps, badges, belt buckles and little pins, the tin Lenin and Brezhnev images that Soviet schoolchildren once pinned in their uniform.”

in “Gulag – a Story” de Anne Appelbaum


Citação de um livro que lida com um tema muito polémico, os campos de concentração soviéticos. Parece impossível, mas perto das viagens, acabo por ler algo que tem relevância para o destino recém-visitado.
Hoje em dia, já não verão memorabilia soviética à venda na Ponte Carlos, apenas fotos, joalharia, pinturas e caricaturas, ao lado de artistas musicais. Mas a memorabilia soviética ainda existe nas lojas, se procurarem bem.


PS: A foto é da ponte em obras. Curiosamente, são homens das obras normais a fazer a demolição, vamos lá a ver se a reconstrução fica a cargo de conservadores...

terça-feira, abril 14, 2009

Praga na literatura



“Anton gostava de Praga, e não entendia como era possível alguém não gostar. Há cidades que, desde o primeiro momento, provocam perplexidade, pressionam-nos; há outras que sabem encantar-nos suavemente, sem darmos por isso. Lamentavelmente, Moscovo não pertence nem ao primeiro, nem ao segundo grupo. Praga é uma fada, velha e sábia, que saberia parecer jovem se necessário, e mantém uma beleza que não depende da idade.

Pensando bem, Praga deveria tornar-se um lar das Trevas. Cidade sobrecarregada de construções góticas, cheia de colunas erguidas em memória das vítimas da peste, cidade-gueto na Segunda Guerra Mundial, um dos pontos de oposição aos superestados durante a Guerra Fria…”

in “Os Guardiães do Dia” de Serguei Lukiánenko


Sr. Lukiánenko, tem toda a razão no que toca a Praga, mas não seja mauzinho quanto a Moscovo, que esta escriba tenciona visitar num futuro não muito distante.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Quem dorme, morre



Estes cartazes publicitavam uma peça do Senhor Shakespeare num teatro de Munique, já não me recordo se o MacBeth ou o Hamlet (ajudinha, Noiva, que tens o Tico e o Teco mais jovens que os meus).

Chamou-me a atenção porque sendo a mulher dos sete instrumentos, tenho muita gente a dizer-me que devia descansar mais.
Respondo sempre que descanso quando morrer. É que, nessa altura, o tempo já não é mal empregue.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Se até um Nobel da Literatura o diz…



O meu nome é Cão é o título do capítulo (nota da escriba)
"Sabeis muito bem que todos esses imãs, hodjas, hadjis e outros mercadores da pregação não morrem de amores por nós, os cães. Na minha opinião, isso remonta ao episódio do nosso Profeta que, para não acordar um gato que dormia em cima da sua veste, a cortou pela fralda. Ao recordarem a sua delicadeza para com os gatos, e não para connosco, os cães, querem fazer-nos querer da sua hostilidade para a raça canina. Tudo isso por causa do ódio secular que nos antagoniza com essas criaturas que, aliás, são de uma ingratidão conhecida até pelo mais imbecil dos indivíduos."

in “O Meu Nome é Vermelho” de Orhan Pamuk


Conforme prometido, cá está a última provocação felina, de outro dos meus autores preferidos, o escritor turco que ganhou o Nobel da Literatura em 2007.
Lembrem-se antes de me mandarem as bombas, que é o Sr. Pamuk que fala em imbecis e não eu ;)
O felino da foto foi imortalizado no Estádio Olímpico, enquanto tratava da sua higiene. Não, não está enjaulado.

Seguem-se outras citações do mesmo livro, desta feita, menos provocatórias.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Palavras sábias, de quem sentiu as consequências na pele



Na sequência de ler a sinopse no filme "O Nono Dia" que passou já no Kino (que eu vi ontem e recomendo a pessoas que não sejam impressionáveis, porque parte da história sempre se passa no campo de concentração de Dachau), lembrei-me de algo que vi quando estive na Alemanha.

Estas palavras sábias foram proferidas por um prisioneiro, o pastor Martin Niemöller, e são citadas na exposição do campo de concentração de Dachau. Achei-as muito sensatas.

Às vezes, defender os outros também é um acto de auto-preservação. Se a Alemanha em peso (e o mundo em peso) se tivesse manifestado cedo contra a barbárie nazi, as coisas não tinham chegado onde chegaram.

quarta-feira, julho 09, 2008

Miau!


“In ancient times cats were worshipped as gods; they have not forgotten this.”

“Style. Beauty. Grace. That's what matters. If cats looked like frogs we'd realize what nasty, cruel little bastards they are.”

“Cats are nasty cruel bastards but that's because they are cats. As far as we know, they have no grasp of the concept of not being nasty cruel bastards. Humans, on the other hand, do.”



In vários livros de Terry Pratchett


Tenho consciência que é desta que vou ser assassinada, mas não resisti ;)

As citações são de um dos meus escritores preferidos, que até é catlover, mas sabe como são as criaturinhas e não tem medo de dizê-lo.

A foto é da minha autoria, foi tirada à porta da casa dos gatos, em Riga, na Letónia. Sim, a foto de um gato, à porta de uma casa com gatos. Claro que, tratando-se de um gato, não houve colaboração, daí a foto artística.

Mandem as vossas bombas à ordem deste blog ;)

sexta-feira, setembro 07, 2007

Ai as férias



A vacation should be just long enough that your boss misses you, and not long enough for him to discover how well he can get along without you.”
Anónimo

If you come home as happy as you leave, you have had a good vacation.
Anónimo

A vacation is like love - anticipated with pleasure, experienced with discomfort and remembered with nostalgia.
Anónimo