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segunda-feira, junho 14, 2010
A última aquisição livresca

Comprada no último dia nos States e já lida.
Mostra uma segunda perspectiva da história do Eclipse, da saga Crepúsculo, pelos olhos da vampira recém-nascida, Bree Tanner.
Se quiserem ler à borla, vão aqui: http://ld-breetannerbook.libredigital.com/index.html Mas recordem-se, se comprarem o livro, estão a ajudar a Cruz Vermelha Americana.
Os fãs da saga devem gostar.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Pronto, não resisti...
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Perturbações no sono

Esta vossa escriba não anda a dormir o suficiente. Além das preocupações do trabalho, que agora começam a ficar sob controlo, um dos principais responsáveis é o livro, cuja imagem anexo supra como objecto do crime n.º 1, mais seus manos, Twilight e New Moon. Os três foram lidos de penalti, porque esta vossa escriba é uma obcecada.
Continuo a fazer um esforço imenso para não correr à Fnac a buscar o Breaking Dawn.

Como medida preventiva do gasto de dinheiro desnecessário, achei que fazia bem em escolher o mais sumarento da pilha dos livros a ler, a prova do crime n.º 2, que anexo supra.
Resultado: o Breaking Dawn ainda não foi comprado, mas as perturbações de sono continuam...
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Em Roma, sê Romano?

“Grandmother thought being foreign was a crime, or at least some sort of illness that you could catch be being out in the Sun too much, or eating olives. “Going native” was giving in and being one of them. The way not to go native was to act exactly as if you were home, which included dressing for dinner in heavy clothes and eating boiled meat and brown soup. Vegetables were “unwholesome”, and you should also avoid fruit because “you don’t know were it’s been”. That had always puzzled Daphne because, after all, how many places could a pineapple go?
Besides, wasn’t there a saying, When in Rome do as the Romans do? But her Grandmother would possibly say that meant bathing in blood, throwing people to the lions and eat peacocks’ eyeballs for tea.”
“Nation” de Terry Pratchett
Estava entusiasmadíssima com o “Unseen Academicals” do mesmo autor (do qual também gostei, note-se), mas afinal foi mesmo o “Nation” que ganhou um lugar especial no meu coração.
Uma onda que destrói tudo no seu caminho, junta um rapaz nativo, Mau, com uma rapariga inglesa, Ermintrude (que depois decide chamar-se Daphne, vai-se lá saber porquê) numa ilha deserta do hemisfério sul. Ambos têm de enfrentar desafios e vencer dificuldades e descobrem que são capazes de muito mais do que imaginavam no início.
É um dos Pratchett para crianças, que não envolve o universo Disworld, portanto, apesar de irreverente, não tem as partes subversivas e brejeiras do costume. Isto apesar de ter um papagaio que pede a toda a gente que lhes mostre as cuecas : )
É uma excelente leitura para pequenos e grandes. Quiçá, uma excelente prenda de Natal para quem fale “bife”.
terça-feira, março 03, 2009
Leituras
Estou neste momento a ler:
“Sword Song” de Bernard Cornwell (romance histórico do tempo do Rei Alfredo de Wessex)
“De Olhos Postos no Sol” (do psico-terapeuta Irvin D. Yalom sobre o medo da morte)
“De Olhos Postos no Sol” (do psico-terapeuta Irvin D. Yalom sobre o medo da morte)
Tenho à espera de ser lidos, sem ordem especial:
“Hitler” de Marlis Steinert (A biografia do homem do bigodinho ridículo)
“Fortaleza Digital” de Dan Brown (Policial do Sr. “Jesus tinha uma garina”)
“Cause of Death” de Patrícia Cornwell (Policial de uma das melhor autoras do género)
“Selbs Mord” de Bernhard Schlink (Policial do autor de “O Leitor”)
“Beim Häuten der Zwiebel” de Günter Grass (A biografia polémica do autor)
“Gulag – a History” de Anne Applebaum (a experiência da autora num Gulag soviético)
“Mother Tongue” de Bill Bryson (o autor debruça-se sobre a língua inglesa)
“The Baboons Who Went This Way And That” de Alexander McCall Smith (contos tradicionais africanos)
“The Girl Who Married a Lion” de Alexander McCall Smith (contos tradicionais africanos)
“Leben des Galilei” de Bertolt Brecht (peça de teatro sobre a vida de Galileu)
“O Jogador” de Fiodor Dostoievski (conto do conhecido autor russo)
“Os Pequenos Mundos do Edifício Yacoubian” de Alaa El Aswany (A história da vida num edifício por um autor egípcio)
“Sonderkommando” de Shlomo Venezia e Béatrice Prasquier (A história da vida de um prisioneiro italiano em Auschwitz)
A caminho, via Amazon, estão:
“The Miracle of Speedy Motors” de Alexander McCall Smith (a continuação das aventuras de Mma Precious)
“The Last Hero” de Sir Terry Pratchett (um dos poucos itens da colecção Discworld em falta)
Ando há anos a tentar diminuir a pilha dos livros a ler, sem sucesso. Sempre que tiro um, parece que se juntam mais dois.
Aceitam-se sugestões para dar vazão à pilha.
“The Last Hero” de Sir Terry Pratchett (um dos poucos itens da colecção Discworld em falta)
Ando há anos a tentar diminuir a pilha dos livros a ler, sem sucesso. Sempre que tiro um, parece que se juntam mais dois.
Aceitam-se sugestões para dar vazão à pilha.
sábado, janeiro 03, 2009
De volta da cidade que rouba almas
“What are you afraid of?
Rincewind took a deep breath. ‘Murderers, muggers, thieves, assassins, pickpockets, cutpursers, reevers, snigsmen, rapists and robbers.’ He said. ‘That’s the Shades you’re going into!”*
*The Ankh-Morpork Merchants Guild publication Wellcome to Ankh-Morporke, Citie of One Thousand Surprises describes the area of Old Morpork know as the Shades as a ‘folklorique network of old alleys and picturesque streets, wherre excitement and romans lurkes arounde everry corner and much may heard the traditional street cries of old time also the laughing visages of denuizens as they goe about their business private’. In other words, you have been warned.”
in Sourcery de Terry Pratchett
Rincewind took a deep breath. ‘Murderers, muggers, thieves, assassins, pickpockets, cutpursers, reevers, snigsmen, rapists and robbers.’ He said. ‘That’s the Shades you’re going into!”*
*The Ankh-Morpork Merchants Guild publication Wellcome to Ankh-Morporke, Citie of One Thousand Surprises describes the area of Old Morpork know as the Shades as a ‘folklorique network of old alleys and picturesque streets, wherre excitement and romans lurkes arounde everry corner and much may heard the traditional street cries of old time also the laughing visages of denuizens as they goe about their business private’. In other words, you have been warned.”
in Sourcery de Terry Pratchett
NOTA DA ESCRIBA: Agora temos de passar a designar este cavalheiro por Sir Terry Pratchett, uma vez que a Rainha decidiu, no ano novo, armá-lo cavaleiro. Talvez porque a série Discworld completou 25 anos, talvez porque o escritor viu-lhe ser diagnosticado Alzheimer e quiseram homenageá-lo enquanto ainda tem o juízo todo.
De qualquer maneira, regozijo com a honra atribuída ao meu escritor preferido.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Feliz Ano Novo!
“Começámos a andar rumo à Barceloneta e, quase sem darmos por isso, entrámos pelo quebra-mar dentro até que toda a cidade, reluzente de silêncio, ficou aos nossos pés como a maior miragem do universo a emergir do lago das águas do porto. Sentámo-nos na borda do molhe a contemplar a visão. A uma vintena de metros iniciava-se uma procissão móvel de automóveis com as janelas veladas de vapor e folhas de jornal.
- Esta cidade é uma bruxa, sabe, Daniel? Mete-se-nos na pele e rouba-nos a alma sem darmos por isso."
in “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón
- Esta cidade é uma bruxa, sabe, Daniel? Mete-se-nos na pele e rouba-nos a alma sem darmos por isso."
in “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón
Antes de me pôr na alheta, não quis deixar de desejar a todos um ano de 2009 muito feliz. Que seja um ano de alegrias e sucessos e que a haver berbicachos, estes sejam pequenos e de fácil resolução.
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Leituras de Infância
Desafiada pela Gi, cá estão as minhas leituras de infância mais marcantes.

Tinha alguns livros da Anita, outros do Astérix e uma colecção chamada "As histórias do Avôzinho", mas os meus preferidos sempre foram os livros de banda desenhada da Disney, quando era muito pequena, em português do Brasil, depois, já em português de Portugal.
As minhas histórias preferidas eram as do Tio Patinhas, Pato Donald e sobrinhos à procura de tesouros, os projectos loucos do Peninha envolvendo o seu primo, Pato Donald, e o Mickey enquanto detective da polícia.
Recordo-me de ter o livro da foto, o Disney Especial saía todos os meses e eu comprava quase sempre.

E a Biblioteca do Escuteiro-Mirim era uma verdadeira mini-enciclopédia para crianças. Posso dizer que é a base do meu conhecimento geral. Também é responsável por eu adorar fantasia e mitologia, uma vez que tinha uma secção dedicada a isso.

Já pré-adolescente e mesmo ainda criança, comecei a ler clássicos que não eram para a minha idade, uma vez que era o que tinha à mão em casa.
Ainda assim, lá caiam alguns livros próprios para a minha idade, como esta série da Patrícia, entre outras, que fiz quase toda a meias com uma amiga.
A Patricia Belden era uma detective amadora de 13 anos, que vivia numa cidadezinha do Estado de Nova Iorque. Foi aqui que começou o gosto por mistérios e policiais.
E agora, passo a desafiar todos os leitores do blog a dizerem nos respectivos cantinhos, o que liam na sua infância e adolescência.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Mê ti Vlad

“Nor was impalement the only form of punishment. Dracula decapited, cut off noses, ears, sexual organs, and limbs. He blinded, strangled, hanged, burned, boiled, skinned, roasted, hacked (‘like cabbage’ specifies a German narrative), nailed, buried alive, and had his victims stabbed. He also exposed them to the elements and to wild animals, and built secret trapdoors to drop the wretches on cunningly located stakes bellow. If he did not practice cannibalism, the German storyteller mentions that he compelled others to eat human flesh, as was the case with the gypsies. He also made use of the wheel, hot irons, and other forms of medieval torture."
in Dracula Prince of Many Faces – His Life and Times de Rady Florescu e Raymond T. McNally (livro que recomendo vivamente aos aficionados do tio Vlad e a quem aprecie história da Europa Central)
in Dracula Prince of Many Faces – His Life and Times de Rady Florescu e Raymond T. McNally (livro que recomendo vivamente aos aficionados do tio Vlad e a quem aprecie história da Europa Central)
Pronto, o tio Vlad não respeitava a convenção de Genebra sobre o tratamento de prisioneiros, isso é certo.
E eu sei, podia ser objecto de análise psiquiátrica o motivo porque acho piada ao senhor, a ponto de alegar ser da minha família.
Acho que é desde que dava na televisão um anúncio sobre livros de suspense, tinha eu uns cinco anos, que me fazia esconder debaixo da mesa. O Drácula ficcional era a personagem principal, escusado será dizer.
Em defesa do tio Vlad, tenho a dizer que eram outros tempos e é graças a ele que a Europa central não fala turco hoje em dia.
PS: Têm de levar com uma foto familiar alterada, tirada pela minha comadre Noiva na minha máquina "plimgráfica", porque aqui a vossa escriba, qual groupie adolescente, tremeu as duas fotos que tirou ao retrato do senhor no castelo de Ambras, em Innsbruck...
sexta-feira, setembro 12, 2008
Ai, a educação

"Getting an education was a bit like a communicable sexual disease. It made you unsuitable for a lot of jobs and then you had the urge to pass it on."
Hogfather - Terry Pratchett
Citação que arrancou uma sonora gargalhada desta vossa escriba às duas da manhã.
Mais um livro delicioso do Sr. Pratchett, com uma premissa original.
Assassinaram o Hogfather, o equivalente Discworld do Pai Natal, com todos os inconvenientes do não funcionamento de um serviço público importante e a destruição da Realidade. A Morte decide ocupar o cargo para não causar mais problemas, com todas as peripécias que daí resultam.
Também já existe em filme.
segunda-feira, julho 28, 2008
Desentendimentos

“Great feuds often need very few words to resolve them. Disputes, even between nations, between peoples, can be set to rest with simples acts of contrition and corresponding forgiveness, can so often be shown to be based on nothing much other than pride and misunderstanding, and the forgetting of the humanity of the other – and land, of course.”
in "The Good Husband of Zebra Drive" de Alexander McCall Smith
in "The Good Husband of Zebra Drive" de Alexander McCall Smith
A tal da boa vontade, acrescento eu, também ajuda muito a resolver disputas e desentendimento. Infelizmente, é uma coisa que anda um bocado em falta.
O livro citado é o último da série da detective africana, minha homónima, Precious Ramotswe e, é como os que o antecedem, muito optimista, engraçado e tem umas capas com motivos africanos deliciosas.
terça-feira, julho 15, 2008
Confirma-se...

Entrar na nossa loja preferida quando se está com a neura, leva ao dispêndio de dinheiro.
Está certo que foi o Pratchett novo, um dos livros mais cobiçados pela vossa escriba e que até lá ficou um Cornwell de uma colecção.
Se ao menos a disposição tivesse melhorado, ainda tinha valido a pena, agora assim...
PS: Isto são os efeitos do excesso de trabalho e do último comentário da pós-graduação que a escriba ainda nem começou, mas que tem de entregar na quinta-feira.
Este serviço voltará ao normal logo que possível.
terça-feira, maio 27, 2008
Viagens e leitura
“Stalin was nothing if decisive.
Professor I. A. Kuganov estimates that some 66 million people were killed in the USSR between 1917 and 1953 – shot, tortured, starved mostly, frozen or worked to death. Others say the true figure is a mere 45 million. Who knows?
Neither estimate, by the way, includes the 30 million now known to have been killed in the Second World War.
To put the loss in this context: the Russian federation today has a population of roughly 150 million. Assuming the ravages inflicted by communism never occurred, and assuming the normal demographic trends, the actual population should be about 300 million.
An yet – and this is surely one of the most astounding phenomena of our age – Stalin continues to enjoy a wide measure of popular support in this half empty land."
in Archangel de Robert Harris
Nota da escriba -
Segunda parte no Aqui e Ali
sexta-feira, março 28, 2008
Uma coisinha chamada civismo...
"At Twickenham, I discovered why the train was so long and so empty. The platform was jammed solid with men and boys in warm clothes (…) obviously a rugby crowd from the Twickenham grounds. They boarded with patience and without pushing, and said sorry when they bumped or inadvertently impinged on someone’s space. I admired this instinctive consideration for others, and was struck by what a regular thing is in Britain and how little it is noticed".
Notes from a Small Island de Brill Bryson
Confesso que me agradou andar no metro sem empurrões e de estar em contacto com pessoas educadas e com sentido cívico. Nesse ponto, confirmo que tenho a mesma opinião que este escritor.
Mas tenho ideia que a experiência do Sr. Bryson seria diferente, caso a multidão que invadiu o comboio viesse de um jogo de futebol...
quarta-feira, janeiro 02, 2008
O Pai Natal foi generoso

E não é que o ranhoso das barbas até foi coerente este ano? Quero dizer, ele foi coerente e os seus ajudantes foram coniventes ;)
Eis os livritos que recebi este ano:
“Wit and Wisdom of Discworld” de Terry Pratchett (citações dos livros da série Discworld pelo meu autor preferido)
“Os Guardiães da Noite” de Serguei Lukianenko (ficção científica russa com vampiragem a rodos)
“Mothertongue” Bill Bryson (peculiaridades da língua inglesa)
“A Ponte sobre o Drina” Ivo Andric (Este não sei bem sobre o que é, mas o senhor ganhou o Nobel e passa-se na Bósnia)
“Nome de Toureiro” Luís Sepúlveda (uma amiguinha mázona chama-lhe Gabriel Garcia Marquez de segunda, mas eu acho-o muito bom)
“The Boy in the Stripped Pyjamas” John Boyne (mais uma vez um livro sobre campos de concentração e Segunda Guerra Mundial)
“Notes on a Big Country” Bill Bryson (hilariante, pequenas notas sobre a vida nos EUA)
“Wintersmith” Terry Pratchett (também já li, subsérie Tiffany Aching da série Discworld, com bruxas a rodos. Não é o melhor Pratchett mas é simpático)
Considerando que ainda não usei os cheques Fnac que me ofereceram e que ainda não levantei o cheque Fnac a que tenho agora direito, a lista vai aumentar. E haverá um ano novo cheio de livros, que é como os anos se querem.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
As vacas são nossas amigas

“For a long time it puzzled me how something so expensive, so leading edge, could be so useless, and then it occurred to me that a computer is a stupid machine with the ability to do incredibly smart things, while computer programmers are smart people with the ability to do incredibly stupid things. They are, in short, a perfect match.”
“To my mind, the only possible pet is a cow. Cows love you. . . . They will listen to your problems and never ask a thing in return. They will be your friends forever. And when you get tired of them, you can kill and eat them. Perfect.”
“What an odd thing tourism is. You fly off to a strange land, eagerly abandoning all the comforts of home, and then expend vast quantities of time and money in a largely futile attempt to recapture the comforts that you wouldn't have lost if you hadn't left home in the first place.”
“To my mind, the only possible pet is a cow. Cows love you. . . . They will listen to your problems and never ask a thing in return. They will be your friends forever. And when you get tired of them, you can kill and eat them. Perfect.”
“What an odd thing tourism is. You fly off to a strange land, eagerly abandoning all the comforts of home, and then expend vast quantities of time and money in a largely futile attempt to recapture the comforts that you wouldn't have lost if you hadn't left home in the first place.”
Há uns anos deram-me "Down Under" (em tuga, "Na Terra dos Cangurus") deste mesmo senhor, Bill Bryson. Eu não conhecia este escritor de literatura de viagens, mas até fiquei a querer visitar a Austrália por causa do livro.
Se gostam de viajar e apreciam um bom livro escrito com humor, este é escritor a escolher.
Ainda só li o "Down Under", "Notes on a Big Country" (Notas sobre um País Grande) e "Neither Here, Nor There" (Nem por Aqui nem Por Ali), mas todos se recomendam vivamente.
A primeira citação é do livro da foto, as outras não vos sei dizer de onde foram retiradas, mas são geniais. Sim, a vaca é um óptimo animal de estimação e fica lindamente com batatas fritas...
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Casamento

Código Civil, artigo 1577º
Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste código.
Terry Pratchett in "The Fifth Elephant"
"A marriage is always made up of two people who are prepared to swear that only the other one snores."
Anónimo
“Marriage is like the army. Everybody complains, but you'd be surprised at how many re-enlist.”
É escolherem a definição que preferem. Acho que a definição legal peca na parte da plena comunhão de vida. Prefiro a do Sr. Pratchett que, sendo irreverente, ao menos não é completamente derrotista.
PS: E por falar no Sr. Pratchett, a mãezinha da escriba, apesar da fatwa que proferiu contra a compra de mais livros, comprou-lhe "The Wit and Wisdom of Discworld". Hei-de partilhar algumas citações.
terça-feira, novembro 20, 2007
Relações Inteligentes
"- O que são relações inteligentes?
- Evitar a promiscuidade, a dependência, as obrigações. Na realidade, viver com alguém é uma coisa se aprende, estabelecem-se regras e tenta-se respeitá-las, é a melhor maneira de evitar a a mediocridade, os pequenos detalhes da vida quotidiana. Cada pessoa tem os seus pequenos maus hábitos, não gostamos que os outros os testemunhem, é natural, protegemo-nos. Não digo que seja a melhor maneira de viver com alguém, mas pode-se evitar alguns mal-entendidos e prejuízos...
- Conseguiste viver inteligentemente com alguém?
- Isso é outra história! Para ser franco, respondo que não!"
Palavras sábias de Tahar ben Jelloun no seu livro "Amores Feiticeiros" editado pela Cavalo de Ferro. Recomendo vivamente este livro, constituído por histórias divididas em quatro capítulos ou assuntos: Amores Feiticeiros, Amores Contrariados, Traição e Amizade. Mais uma imagem de Marrocos moderno por um autor francófono marroquino que ganhou o prémio Goncourt.
E já agora dêem uma olhadela ao catálogo da Cavalo de Ferro, que é bastante interessante, cheio de autores que outros não publicam.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Desafio da K

"Amores Feiticeiros" de Tahar ben Jelloun, página 161, quinto parágrafo:
"Oiço-a e no entanto, não sigo os conselhos nem as intuições dela."
PS: Como este desafio já roda na blogosfera há algum tempo, não vos vou fazer a maldade de nomear pessoas para o seguirem. Mas incentivo-vos a pôr aqui nos comentários o 5º parágrafo da página 161 do livro que estejam a ler por lazer. Só para incentivar a interactividade do covil.
quinta-feira, maio 24, 2007
Afinal há outra Miss Precious

“Mma Ramotswe had a detective agency in Africa, at the foot of Kgale Hill. These were its assets: a tiny white van, two desks, two chairs, a telephone, and an old typewriter. Then there was a teapot, in which Mma Ramotswe – the only lady private detective in Botswana – brewed redbush tea. And three mugs – one for herself, one for her secretary, and one for the client. What else does a detective agency really need?”
“Some people think of God as a white man, which is an ideia which the missionaries brought with them all those years ago and which seems to have stuck in people’s mind. I do not think this is so, because there is no difference between white people and black men; we are all the same; we are just people. And God was here anyway, before the missionaries came. We called him by a different name, then, and he did not live over at the Jews’ place; he lived here in Africa, in the rocks, in the sky, in places where we knew he liked to be.”
“ ‘If more women were in power, they wouldn’t let wars break out,’ she said. ‘Women can’t be bothered with all this fighting. We see war for what it is – a matter of broken bodies and crying mothers.’
Dr. Maketsi thought for a moment. He was thinking of Mrs. Gandhi, who had a war, and Mrs. Golda Meir, who also had a war, and then there was…
‘Most of the time,’ he conceded. ‘Women are gentle most of the time, but they can be tough when they need to be.’ “
In “The No.1 Ladies’ Detective Agency” de Alexander McCall Smith
Descobri este livro por acaso, mas quando reparei que a heroína era minha homónima (a senhora detective chama-se Precious Ramotswe), tive de o comprar.
A protagonista é uma espécie de Miss Marple africana, mas muito mais colorida, engraçada e dada a introspecção. O autor é especialista em direito médico e bioética, de origem escocesa, mas nascido em África.
O resultado? Uma colecção de livros extremamente interessante que começa com o livro de onde retirei os excertos, misturando temas policiais, considerações sobre o mundo, os homens e Deus, o quotidiano do Botswana e África em geral e situações que não lembram ao careca. Altamente recomendado.
“Some people think of God as a white man, which is an ideia which the missionaries brought with them all those years ago and which seems to have stuck in people’s mind. I do not think this is so, because there is no difference between white people and black men; we are all the same; we are just people. And God was here anyway, before the missionaries came. We called him by a different name, then, and he did not live over at the Jews’ place; he lived here in Africa, in the rocks, in the sky, in places where we knew he liked to be.”
“ ‘If more women were in power, they wouldn’t let wars break out,’ she said. ‘Women can’t be bothered with all this fighting. We see war for what it is – a matter of broken bodies and crying mothers.’
Dr. Maketsi thought for a moment. He was thinking of Mrs. Gandhi, who had a war, and Mrs. Golda Meir, who also had a war, and then there was…
‘Most of the time,’ he conceded. ‘Women are gentle most of the time, but they can be tough when they need to be.’ “
In “The No.1 Ladies’ Detective Agency” de Alexander McCall Smith
Descobri este livro por acaso, mas quando reparei que a heroína era minha homónima (a senhora detective chama-se Precious Ramotswe), tive de o comprar.
A protagonista é uma espécie de Miss Marple africana, mas muito mais colorida, engraçada e dada a introspecção. O autor é especialista em direito médico e bioética, de origem escocesa, mas nascido em África.
O resultado? Uma colecção de livros extremamente interessante que começa com o livro de onde retirei os excertos, misturando temas policiais, considerações sobre o mundo, os homens e Deus, o quotidiano do Botswana e África em geral e situações que não lembram ao careca. Altamente recomendado.
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