terça-feira, abril 10, 2007

Com a religião não se brinca...


Tendo em conta que acabámos de passar por uma época religiosamente relevante, acho que se justifica pormos aqui algo alusivo à religião.
Isto são excertos de testes sobre o Novo e Antigo Testamento respondidos por crianças de uma escola primária católica. As calinadas gramaticais são originais e não foram corrigidas, mas tirei as menos engraçadas. Não foi discriminada a proveniência, mas eu diria... EUA. Acham que tenho razão:

In the first book of the bible, Guinessis. God got tired of creating the world so he took the Sabbath off.

Adam and Eve were created from an apple tree. Noah's wife was Joan of Ark. Noah built and ark and the animals came on in pears.

Lots wife was a pillar of salt during the day, but a ball of fire during the night.

The Jews were a proud people and throughout history they had troe with unsympathetic genitals.

The Egyptians were all drowned in the dessert. Afterwards, Moses went up to mount cyanide to get the ten commandments.

Moses died before he ever reached Canada. Then Joshua led the Hebrews in the battle of Geritol.

The greatest miricle in the bible is when Joshua told his son to stand still and he obeyed him.

St. John the blacksmith dumped water on his head.

It was a miricle when Jesus rose from the dead and managed to get the tombstone off the entrance.

The people who followed the lord were called the 12 decibels.

One of the oppossums was St. Matthew who was also a taximan.

Christians have only one spouse. This is called monotony.

Tão crescido que ele está...


Já ando para postar isto há uns tempos, mas só agora se concretiza.
Já reparámos como o nosso Harry Potter já não é um menino e até tem uns abdominais muito trabalhados? Quem diria que aquele pequenino amoroso se ia transformar num adolescente bem apessoado.
A foto é da peça que o rapaz está a fazer e que tem causado grande clamor entre os paizinhos dos fãs do Harry Potter. Aparentemente, o rapaz despe-se e os paizinhos não querem que ele faça isso. Hello? Serei a única a ter reparado que a série Harry Potter já não é para crianças desde o livro 4? E que os livros 5 e 6 só têm tendência para serem ainda mais pesados?
Incrível como este tema atrai tanta cretinice, desde alegações que incentiva as crianças ao satanismo e bruxaria até esta parvoíce dos actores terem de ficar parados no tempo para não traumatizar as criancinhas. Tretas, é o que é.
Como muitas criancinhas, continuo ansiosamente à espera do último livro e do próximo filme. Em Junho já há novidades.

PS- Antes que me chamem pedófila, aviso que a idade de consentimento é 16 anos e o rapaz já tem 17.

segunda-feira, abril 09, 2007

Dança-se ou apanha-se tuberculose?



Ora bem, apesar de grande fã do canal alemão Viva, sou a primeira a admitir que passam muita coisa estranha, sobretudo do campo techno.
Para não fugir à tradição, durante a estadia em Dubrovnik, vimos uma dessas canções que não lembram ao careca. Certamente saberão quem são os Scooter, porque eles há muito que ultrapassaram a fronteira do mundo germanófono e até cantam normalmente em inglês.
Pois é, têm uma canção nova. O conceito do vídeo é baseado num conto do Edgar Allan Poe, penso eu, a Morte visitando um baile e até não é muito mau. A letra é... incomum, digamos: Lass es tanzen, oder ficken oder beides, denn morgen sind wir tot (dança-se, ou f***** ou as duas coisas, que amanhã estamos mortos). Isto quase era digno de Rammstein, temos de admitir.
Mas o que nos fez rir até às lágrimas foi mesmo o facto da palavra "F" ser substituída por tosse. Numa altura em que a censura não permitia perceber o que o louro preservado em formol dizia, a nossa melhor aposta ia para "Dança-se ou apanha-se tuberculose?"
Parece-me mal, rapazes, podiam ter-se esforçado mais e arranjado uma solução do tipo Prince (em Sexy MF) ou Madonna (em Erotica).
Ainda assim, ficam a saber o techno que se faz em alemão neste momento. Com tosse...

Os benditos recibos

A citação de hoje é novamente do “território comanche” do Arturo Pérez-Reverte, mas desta feita ilustra não a questão da guerra, mas a “picuice” de certas pessoas no que respeita a recibos. De vez em quando, não dá para pedir recibo e, de vez em quando, o boss lembra-se de chatear a molécula por causa disso. Se bem que não nas mesmas circunstâncias, sou solidária com a revolta do homem.
Cá vai:

“-Que significa despesas várias, duzentos dólares?
- Significa precisamente despesas várias: umas gorjetas, uns litros de gasóleo, uns ovos no mercado negro…
- Não vejo a factura do gasóleo.
- É que há por lá uma guerra, não sabias? As pessoas não têm facturas, não têm nada.
- E essa dos ovos?
- Uma surpresa que quisemos fazer a Marquez no dia de anos…. Comprámos meia dúzia para lhe fazerem um bolo, e, em Sarajevo, cada ovo custa dez marcos alemães.
- Mil pesetas por cada ovo?
- Quase.
- Pois a televisão espanhola não lhes paga os ovos.
- És um c*****, Mário.
- E sou mesmo. Mas cumpro ordens. E a ordem é poupar, porque depois os chefes ouvem-nas boas no Parlamento… Dizes aqui: quarenta dólares por uma lata de gasóleo confiscada pelos sérvios. Não especificas em que circunstâncias e porque foi confiscada.
- Foi confiscada à pistola e porque há muito filho da p*** na Bósnia. Quase tantos como na televisão espanhola.
”

sábado, abril 07, 2007

Do Grande Silêncio aos 300


Que nunca se diga que não sou uma rapariga de gostos variados.
Ver no mesmo dia um filme alemão sobre a vida dos monges da Grand Chartreuse de Grenoble e o último grito de filme tecnológico, ultra-violento, não é para qualquer um.
“O Grande Silêncio” é um projecto antigo do realizador Philip Gröning, que há mais de uma década queria filmar os monges. Finalmente deram-lhe autorização, mediante condições rígidas, nomeadamente, não utilizar luz artifical. É um filme de quase três horas que se debruça nas actividades dos monges do mosteiro de Grenoble, de uma ordem com voto de silêncio, sem banda sonora e em que se fala apenas 5 minutos no filme todo. Não recomendo a toda a gente, dado o que acabei de dizer. Mas gostei da simplicidade da ideia.
“300” é um filme do realizador Zack Snyder, baseado numa novela gráfica de Frank Miller (sim, o senhor de Sin City). Visualmente impressionante, é ultra-violento, historicamente incorrecto e aparentemente ofensivo para os iranianos, que já estão a gritar sangue e ameaças.
Muito corpinho se vê no filme, um exagero de corpos bem feitos, mas também de aberrações. O guarda-roupa é do mais exagerado que se tem visto e o Rodrigo Santoro parece mesmo, como disse um crítico, “um gigante cheio de piercings, parecido com o porteiro de uma discoteca sado-maso gay”.
Apesar de tudo, é bom entretenimento, se bem que não para levar muito a sério.

quinta-feira, abril 05, 2007

A Páscoa pede coelhinhos...

Mau - Prick I Am

Por isso, levam com este vídeo com uma música um bocado manhosa. É o único vídeo que me lembro que tem um coelhinho. Aviso desde já que as pessoas susceptíveis não devem ver o vídeo, uma vez que a linguagem tende a ser um pouco desbragada e o coelhinho é um pouco... digamos... rebarbado. É uma pena os Rammstein ainda não terem um vídeo com coelhinhos da Páscoa... Tenho de mandar-lhes um mail com essa sugestão.

Boa Páscoa a todos!




Ele há com cada maluco...

Notícia de hoje do Total Rock:

"METALLICA NAME BATTLE
Swedish couple Michael and Karolina Tomaro are fighting a court battle with the country's tax authorities, and all because they want to call their new born daughter Metallica. Under Swedish law, every name has to meet official approval. And the tax office has objected, on the grounds that it's inappropriate."

Isto é levar o amor por uma banda longe demais, OK? Já pensaram no que a criança vai sofrer na escola?
Eu gosto muito dos Rammstein, mas nem ao meu cão dava esse nome. Quanto muito, podia chamar Till a um animal de estimação, mas isso é outra história...
Isto aliado ao facto de se ter sabido o outro dia que o Keith Richards snifou as cinzas do pai, está a começar a deixar-me convencida que já não há esperança para este mundo...

quarta-feira, abril 04, 2007

Literatura sobre a Guerra da Jugoslávia


Cá vão sugestões de leitura sobre a guerra da Jugoslávia.
A primeira já a citei aqui. Trata-se do livro cuja imagem indico e que explica muito bem as causas da guerra na Jugoslávia e menos bem as consequências, uma vez que a última actualização data de 1996 e muito se passou depois disso. O Misha Glenny foi jornalista da BBC, fonte que considero mais isenta que a maioria, e é das maiores autoridades sobre o assunto.
O outro livro chama-se “Território Comanche”. Arturo Pérez-Reverte, além de escritor de ficção, foi jornalista e enviado de guerra na antiga Jugoslávia. O livro apoia-se mais nas anedotas e vicissitudes dos jornalistas em guerras em geral, mas a acção passa-se na Bósnia, enquanto dois jornalistas aguardam para filmar a destruição da ponte de Bijelo Polje.
Curiosamente o livro fez-me rir por causa das anedotas de guerra, algumas são mesmo do arco da velha. A ver se posto uma dessas aqui.
Entretanto, acho mais educativo postar um excerto, explicando as razões da guerra:

“Quanto aos Balcãs, explicara Barlés à futura concorrência (…), sempre foram zona de fronteira. Aqui se situou a linha de confrontação entre os impérios austro-húngaro e turco, e as populações de ambos os lados foram, durante séculos, verdugos e vítimas nas diversas tragédias que a História ofereceu. (…) Eram guerras à maneira clássica: represálias, povoações passadas a fio de espada, mulheres violadas, searas em chamas. Feridas que ainda sangram. Ao fim e ao cabo, há apenas cem anos Sarajevo ainda era turca. (…) Os bisavós dos que agora combatem esfaqueavam-se já em nome da Sublime Porta ou da Viena Imperial. A questão sérvia ateou a Primeira Guerra Mundial e, durante a Segunda, as atrocidades de Ustachis croatas, por um lado, e de Chetnicks sérvios, por outro, deixaram bem fresca uma tradição de agravos e sangue. (…) Por isso, os Balcãs entraram a escorrer sangue no século XX e entrarão da mesma maneira no século XXI, por muitas patranhas que nos conte o ministro Solana. O nacionalismo sérvio, todos esses intelectuais que agora pretendem lavar as mãos depois de parir criminosos como Milosevic e Karadzic, manipulou esses fantasmas para fazer frente aos que não queriam a guerra. E o chamado Ocidente, ou seja, vocês e eu, permitimos que assim fosse. Os métodos mais sujos foram postos em prática, perante a passividade cúmplice de uma Europa incapaz de dar um murro na mesa a tempo e travar a barbárie. Esta diplomacia europeia sem pudor e sem coragem, gratificando a agressão sérvia com a impunidade, acordando tarde demais, fez que primeiro croatas e depois muçulmanos bósnios embarcassem na limpeza étnica e na degolação. Já que a canalhice é rentável, disseram para consigo: sejamos canalhas em vez de vítimas a caminho do matadouro. Depois, a miserável condição humana disparou sozinha e fez o resto do trabalho, e assim vão as coisas. Acabo de resumir-vos o que se passa na Bósnia.”

terça-feira, abril 03, 2007

Rapariga Vudu


Voodoo Girl

Her skin is white cloth
and she’s all sewn apart
and she has many pins
sticking out of her heart

She has a beautiful set
of hypno-disk eyes
the ones she uses
to hypnotize guys

She has many different zombies
who are deeply in her trance
She even has a zombie
who was originally from France

But she knows she has a curse on her
a curse she cannot win
For if somebody gets
too close to her

the pins stick farther in

(The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories – Tim Burton:
Recomenda-se vivamente)

segunda-feira, abril 02, 2007

1º balanço cinematográfico do ano


Chegados ao fim do primeiro trimestre do ano, importa fazer o balanço cinematográfico de 2007 até este momento. Vi os seguintes filmes por ordem cronológica:
Eragon
À Noite no Museu
Apocalypto
Scoop
A Vida dos Outros
Cartas de Iwo Jima
Diamante de Sangue
Pecados Íntimos
Hannibal Rising
Diário de um Escândalo
O Último Rei da Escócia

O melhor destes foi “A Vida dos Outros”, filme alemão que ganhou o Óscar de melhor filme estrangeiro e que retrata a vida de um inspector da Stasi e como este acaba por se envolver com o sujeito investigado.
Muito bons e altamente recomendados são também Apocalypto (não aconselhável a pessoas facilmente impressionáveis) e Diário de um Escândalo. Não indico nesta categoria o “Último Rei da Escócia” por eu começar a ter uma certa saturação de filmes sobre África, se bem que achei que este capturou bem a atmosfera dos anos 70.
Também não indico “Pecados Íntimos” por os últimos 15 minutos do filme me terem parecido demasiado moralistas.
Não há nenhum filme na lista que não valha a pena ver ou que entre na categoria “banhada total”, isto tendo em conta o género de cada filme e o que se pode esperar deles. Contudo, desiludi-me um pouco com o “Cartas de Iwo Jima”. A culpa é minha por ter as expectativas muito elevadas.
Na minha lista de prioridades próximas estão “O Labirinto do Fauno” e “O Véu Pintado”. Espero que não aconteça como o "Entre Inimigos", que desde o início quero ver e, por incrível que pareça, acabei por perder.