terça-feira, fevereiro 17, 2009

Justiça, para que te quero?

Hoje entra em vigor o código do trabalho novo. Foi publicado na passada quinta.
Aparentemente, este governo acha que cinco dias são suficientes para fazer todas as adaptações a um código novo. O último teve uma vacatio legis de meses, mas quem é que precisa de tempo para ler com atenção um código inteiro?
Isto vem na senda das alterações ao Código do Processo Penal, que também entraram em vigor em cinco dias e me passaram mais ou menos despercebidas por ser uma área onde não trabalho muito; da eliminação de cinco secções no tribunal do trabalho de Lisboa, que levam a que tivesse de estar à espera quase dois anos por uma sentença e já estar há espera há dois anos pela marcação de um julgamento (mas o governo acha que está a funcionar tão bem, que quer eliminar mais duas secções); da redução de funcionários no mesmo tribunal; da redução das férias judiciais para um mês, para fazer crer ao público que andamos a roçar os traseiros na parede nas férias judiciais (e não andamos, os tribunais continuam a trabalhar).
Este governo tem tratado muito mal a Justiça e se havia sector que não precisava de mais maus-tratos, era este.
Vou lembrar-me disso nas próximas eleições. Tenho é um certo receio que o resto da população não tenha tão boa memória.

10 comentários:

Gi disse...

Para o Governo só deveria haver um poder: o governativo.

Precious disse...

Pois, e na minha opinião, ele tem sido muito mal exercido no que toca à justiça. E os outros operadores no sistema têm a mesma opinião.

Noiva Judia disse...

Não me digas que precisas de tanto tempo para ler o novo código do trabalho... parece ser uma leitura tão light...

Precious disse...

É cá uma leveza...

Eumesma disse...

Tenho mto boa mémoria para tudo, mas é á conta disso e de outras coisas, que não quero saber de eleições para nadinha.
Onde nao existem maus-tratos...?
:-(

Paciência, haja é mta paciência para tudo..

Precious disse...

Lá por existirem maus tratos, Eumesma, não temos de nos conformar com os mesmos.
E temos uma arma para lhes pôr fim, o voto.
Para mudar a nossa situação, temos de lutar por isso, como em tudo na vida.

Lisboeta disse...

Pensei deixar um comentário jurídico... depois um politico... não vale a pena, já sabes o que penso sobre as duas coisas! fica só o (quase) comentário!

Precious disse...

Para quem não percebeu este comentário, ela acha a coisa juridica e politicamente mal, ou não fosse uma mulher de direito e, cumulativamente, uma mulher de trabalho.

Sandrine disse...

Tens toda a razão!!!! :S

Precious disse...

Eu sei que tenho ;)